Você já imaginou que pode ter dinheiro parado em alguma instituição financeira? Mais de 40 milhões de brasileiros possuem valores esquecidos em bancos, segundo dados oficiais do Banco Central (BC).
Seja uma pequena quantia ou um valor acima de mil reais, a soma atinge R$ 10,69 bilhões, entre pessoas físicas e jurídicas. Descobrir a origem desse dinheiro e saber como consultá-lo é possível, e para muitos, pode fazer diferença no orçamento.
Curioso para saber como funciona? Conheça agora as principais informações e o passo a passo detalhado a seguir.
O Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado pelo Banco Central em fevereiro de 2022. Seu principal objetivo é centralizar a consulta e o resgate desses valores que permaneceram em bancos e outras instituições financeiras. Podem existir diversas razões para esse dinheiro ser “esquecido”: contas encerradas sem retirada do saldo final, tarifas cobradas indevidamente, parcelas pagas a mais, cotas de consórcio não resgatadas ou até saldos que ficaram em contas inativas de pagamento.
Além das contas bancárias tradicionais, o SVR contempla valores relativos a consórcios encerrados, devolução de tarifas de serviços não prestados e até créditos vinculados a instituições financeiras que já deixaram de operar. Pessoas físicas, jurídicas e até os representantes legais de pessoas falecidas têm direito à consulta e resgate. Para herdeiros, o processo requer apresentação de documentos específicos e pode ser um pouco mais burocrático, mas é totalmente possível realizar o saque dos valores relacionados.
Dos R$ 10,69 bilhões, R$ 8,08 bilhões são de 48 milhões de pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões pertencem a 4,6 milhões de empresas.
A consulta e o resgate dos valores são processos totalmente gratuitos, feitos de forma online pelo site do Banco Central. O caminho é simples e seguro:
Para efetuar a solicitação é necessário possuir uma conta gov.br com selo de segurança prata ou ouro, além de ativar a verificação em duas etapas. O sistema aprimorou o processo com uma funcionalidade de resgate automático: caso tenha uma chave Pix cadastrada no CPF e perfil gov.br apto, o dinheiro é depositado diretamente na conta vinculada, sem necessidade de autenticação recorrente.
No entanto, contas conjuntas e empresas ainda dependem do resgate manual, sendo necessário seguir as orientações detalhadas do sistema.
A principal razão está na falta de conhecimento. Muitos brasileiros desconhecem a existência do sistema ou sequer imaginam ter valores a receber. Problemas como ausência de conta gov.br atualizada, pouca familiaridade com meios digitais e dúvidas sobre a veracidade dos avisos também podem causar dificuldade no processo.
Mesmo com a automatização por Pix, nem todas as instituições estão integradas, então algumas solicitações dependem da análise manual. Para empresas e contas conjuntas, as etapas adicionais de autenticação são um entrave para a liberação imediata do dinheiro.
Os valores não prescrevem e permanecem disponíveis por tempo indeterminado, segundo o Banco Central. Assim, qualquer cidadão pode aproveitar o sistema a qualquer momento, sem medo de perder o direito por conta do tempo.
No momento em que mais de R$ 10 bilhões aguardam seus proprietários, aumentam também as tentativas de fraude. O Banco Central alerta que não solicita pagamento para liberar quaisquer valores, nem envia links por e-mail, SMS ou redes sociais.
A consulta e o saque só devem ser feitos pelo site oficial do sistema. Desconfie de promessas com exigência de pagamento antecipado, pedidos de informações sensíveis ou links suspeitos fora do domínio do BC. Para evitar cair em golpes:
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No vídeo abaixo, veja mais informações sobre o resgate de valores esquecidos: