Quem recebe aposentadoria ou pensão pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ficar atento: o prazo para contestar descontos associativos não autorizados nos benefícios previdenciários foi ampliado. Cobranças inesperadas têm levado milhares de segurados a buscar formas de recuperar valores descontados indevidamente, e muitos ainda têm dúvidas sobre quem pode contestar e quais são os procedimentos necessários.
Entenda por que o prazo para contestação foi estendido e saiba o que fazer para garantir o ressarcimento caso identifique qualquer desconto irregular. A medida, válida em todo o Brasil, pode impactar diretamente o seu orçamento e oferece um caminho simples para recuperar valores descontados sem autorização. Continue a leitura e confira todos os detalhes.
A Portaria Conjunta (Ministério da Previdência Social/INSS) n.º 12, publicada no Diário Oficial da União de 27 de março de 2026, ampliou por mais 90 dias o prazo para contestação de descontos associativos indevidos do INSS. O limite, antes encerrado em 20 de março, agora segue até 20 de junho. Essa ampliação já ocorreu por duas vezes, dando ao público mais tempo para agir.
A decisão foi resultado de um pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada para apurar fraudes em descontos realizados diretamente das folhas de pagamento de aposentados e pensionistas.
Têm direito ao pedido de ressarcimento todos os aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social que tenham identificado descontos associativos não autorizados em seu benefício entre março de 2020 e março de 2025. O processo está aberto apenas para aqueles que realmente não autorizaram tais cobranças — a verificação pode ser feita nos canais oficiais do INSS.
Casos como os de indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos contam com ressarcimento automático após confirmação de irregularidade, sem necessidade de solicitação manual.
O segurado que deseja saber se há descontos não autorizados deve analisar detalhadamente o extrato de pagamento do benefício, disponível pelo site ou aplicativo Meu INSS, na Central 135, ou presencialmente em agências dos Correios. Nas plataformas digitais, basta acessar o serviço “Extrato de Pagamento de Benefício” e checar cada desconto, principalmente os com identificação de entidade associativa ou sindical.
O atendimento pelo telefone 135 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). Ligações de telefone fixo não têm custo; ligações de celular cobram tarifa local.
Após a abertura do pedido, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar justificativa e documentos que comprovem a autorização. Caso não haja resposta ou os documentos sejam insuficientes (por exemplo, assinatura falsa), o próprio sistema libera ao segurado a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.
Da confirmação até a devolução do dinheiro, o prazo para depósito em conta vinculada ao benefício é de até três dias úteis. Como mencionado, para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, a devolução ocorre de forma automática, diretamente na folha de pagamento, sem necessidade de adesão manual ao acordo.
A Operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, identificou fraudes em acordos entre o INSS e entidades associativas. As investigações resultaram no afastamento de gestores e atualização dos mecanismos de prevenção a novos casos.
De acordo com o último balanço oficial do INSS, mais de 6,4 milhões de beneficiários já contestaram cobranças desde o início do processo. Desses, 4.401.653 aderiram ao acordo, somando quase R$ 3 bilhões em ressarcimentos. Outros 748.734 segurados estão aptos a negociar e receber os valores. Todos os dados podem ser consultados por estado no portal oficial do INSS.
O segurado pode solicitar uma reavaliação pelo Meu INSS, telefone 135, ou presencialmente nas agências dos Correios. Persistindo divergências, recomendam-se orientações junto a canais oficiais, como a Ouvidoria da Previdência Social.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para entender como contestar os descontos do INSS: