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Guedes DESMENTE Bolsonaro e diz que recomendou não dar 13º do Bolsa Família

Bolsonaro havia afirmado que 13º do Bolsa Família não foi pago por culpa do presidente da Câmara Rodrigo Maia

Publicado por
Natália Marinho

Nesta sexta-feira (18), Paulo Guedes, ministro da Economia, desmentiu o presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que conceder o 13º salário do Bolsa Família em 2020 configuraria crime de responsabilidade fiscal. De acordo com Guedes, seriam dois anos seguidos com o 13º para o Bolsa Família, configurando gasto permanente.

A declaração dada por Paulo Guedes contradiz o que disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na última quinta-feira, o presidente do país havia sido que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, era o responsável pelos beneficiários do Bolsa Família não terem recebido a 13ª parcela em 2020. Após a declaração do presidente, Maia respondeu que Bolsonaro estava mentindo.

“O episódio, mais um episódio ocorrido no dia de ontem, quando infelizmente o presidente da república mentiu em relação a minha pessoa. Aliás, muita coincidência a narrativa que ele usou ontem com a narrativa que os bolsominions usam há um ano comigo em relação às MPs que perdem validade nessa casa. É a mesma narrativa”, rebateu Maia, afirmando que o governo era o responsável pelo não-pagamento do 13º do Bolsa Família.

De acordo com Guedes, o 13º salário para beneficiários do Bolsa Família em 2019 era promessa de campanha. “No primeiro ano [2019], nós demos [o 13º]. Conforme tinha sido prometido na campanha, vamos dar. Só que, quando entrou o segundo ano, quando a pandemia bateu, essa desorganização fiscal de curto prazo, foi chegando o fim do ano. Observamos que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, se você der um 13º por dois anos seguidos, está cometendo crime de responsabilidade fiscal pois não houve a provisão de recursos”, afirmou.

O ministro da Economia afirmou ainda que a proposta do pacto federativo não foi aprovado e, por isso, a pasta foi “obrigada” a recomendar que o 13º do Bolsa Família não fosse pago este ano.

A proposta foi enviada ao Congresso no fim de 2019. Ela abria espaço para novas despesas públicas dentro do teto de gastos. “[Se der o 13º] comete crime de responsabilidade e quebra a lei. Desejaríamos dar esse décimo terceiro, desejaria desonerar a folha, mas é um crime de responsabilidade fiscal”, disse o ministro.