Você sabia que o salário mínimo dos professores da rede pública vai subir em 2026? O anúncio foi feito oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lançou novas bases para a remuneração dos profissionais da educação básica.
Com mudanças na regra de cálculo, o ganho vai além da inflação e busca garantir estabilidade aos educadores. Descubra, a seguir, detalhes sobre os valores, as novas normas e o impacto para estados e municípios.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Medida Provisória nº 1.334/2026, acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana. Essa medida atualiza a forma como o piso salarial para profissionais do magistério da educação básica será definido. O novo ajuste leva em consideração dois fatores:
Segundo o Ministério da Educação, a atualização garante que o reajuste nunca fique abaixo da inflação, trazendo mais previsibilidade e valorização para os professores.
Em 2026, o novo valor do piso salarial nacional será de R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, um aumento de 5,4% em relação ao valor anterior de R$ 4.867,77. Esse reajuste, em comparação com as regras passadas, deve proporcionar um ganho real importante no salário mínimo da categoria, o aumento nominal resultante chega a R$ 262,86.
O cálculo, estabelecido pela nova medida provisória, deve oferecer mais garantias e estabilidade. Tanto estados quanto municípios devem oficializar o novo valor por meio de seus próprios atos normativos, seguindo a legislação nacional. A publicação da portaria atualizando o valor será feita pelo Ministério da Educação.
O piso salarial está diretamente vinculado à contribuição dos entes federativos ao Fundeb, fundo que reúne recursos destinados à valorização dos profissionais da educação básica. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) assumiu um papel central após as mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 108.
A alteração na Lei do Piso é resultado de um extenso diálogo entre o governo federal e entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e associações de prefeituras. Essa medida deve contribuir para maior segurança jurídica e previsibilidade fiscal aos gestores, essenciais para o planejamento financeiro de estados e municípios.
As remunerações dos profissionais são pagas pelas próprias redes de ensino estaduais e municipais, utilizando recursos do Fundeb e complementações da União. Com o novo cálculo, garante-se que os salários mantenham seu poder de compra e, sempre que possível, aumentem de forma real.
Segundo Camilo Santana, ministro da Educação, “Investir na educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores — isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar.”
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Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e conferir tudo sobre o aumento do salário mínimo nacional: