Após três semanas seguidas de queda, o preço médio do litro da gasolina voltou a subir no país. Na matéria que acaba de sair hoje, você poderá ver que os dados são da mais recente divulgação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Na semana de 2 a 8 de abril, o valor médio encontrado nos postos foi de R$ 5,50, ante os R$ 5,48 registrados na semana imediatamente anterior.
Abaixo, confira a variação de cada um dos combustíveis nos últimos dias.
Veja os dados atualizados:
Os números em questão já levam em consideração a reoneração definida pelo Governo Federal desde o início de março. Com a decisão, pode-se dizer que hoje a gasolina está R$ 0,42 mais cara do que a média do preço do litro em fevereiro.
Segundo o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) os aumentos foram de:
O Diesel não foi novamente tributado, e segue com a sua desoneração ao menos até o final deste ano de 2023. “Estamos com um objetivo claro, que é recompor o orçamento público”, afirmou o ministro em entrevista recente.
Oficialmente, a reoneração dos combustíveis é válida apenas até o mês de junho. Depois disso, ela pode seguir valendo caso o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória (MP) do Governo e transforme o texto em lei.
Além da questão da reoneração, o preço médio dos combustíveis no Brasil pode ser elevado por causa de decisões internacionais. Na última semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) anunciou um corte drástico na produção de barris de petróleo, o que pode fazer o preço do item subir.
Caso o valor do barril do petróleo suba, o país poderá ser impactado, já que a Petrobras considera os valores internacionais para definir os preços praticados sobre os combustíveis no Brasil.
O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse em entrevista na última quarta-feira (5), que a Petrobras vai discutir uma nova mudança na política de preços dos combustíveis no Brasil.
“O conselho da Petrobras, isto é, os representantes da União, que é a controladora, será submetido a AGO (Assembleia Geral Ordinária) no final do mês e, a partir daí, o equilíbrio entre o conselho e a diretoria vai buscar visar a implementação dessa nova política de preço. Nós não podemos ficar suscetíveis, como ficamos nas últimas horas, ao cartel da Opep”, disse o Ministro.
Um dia depois da declaração do Silveira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desconversou sobre o assunto.
“A política de preços da Petrobras será discutida pelo governo no momento em que o presidente da República convocar o governo para discutir a política de preços”, declarou Lula.
“Enquanto o presidente da República não convocar o governo para discutir política de preços, a gente não vai mudar o que está funcionando hoje”, completou.