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Falta de regulamentação para home office faz disparar ações na Justiça

Ministério Público do Trabalho divulgou recomendações sobre modalidade, mas elas não têm força de lei

Publicado por
Natália Marinho

Durante a pandemia do novo coronavírus, mais empresas aderiram ao home office. E isso fez com que o número de ações nas Varas de Trabalho disparassem. Entre março e setembro de 2020, o número de processos sobre o tema subiram quase 263%, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Especialistas acreditam que o aumento de processos sobre o tema se deve à falta de regras claras sobre o home office. Essa falta de regras claras ocasiona a insegurança jurídica, tanto para os funcionários como para empresas. Esse novo cenário fez com que o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgasse recomendações sobre o home office.

Entre as recomendações está pausas para descanso e adaptação, prevenção de acidentes, registro do contrato por escrito, respeito à jornada de trabalho e parâmetros de ergonomia. Mesmo assim, essas recomendações divulgadas não possuem força de lei. Elas servem como um roteiro que o Ministério Público do Trabalho usa para as denúncias que envolvem o home office.

Durante a pandemia, o home office acabou virando a alternativa para a maioria das empresas para continuar com as atividades e evitar contágio entre os empregados. Mas o ministério alerta que, em algumas empresas, essa modalidade pode ir de emergencial para permanente. Por isso, a fiscalização fica ainda mais importante.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE divulgou que havia 7,9 milhões de brasileiros trabalhando em home office em setembro. O número representa 9,5% da população ocupada naquele mês.