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Crise econômica: INFLAÇÃO na Argentina atinge 124% ao ano e desafia candidato à presidência

A situação econômica da Argentina vem enfrentando desafios significativos recentemente, com a inflação anual disparando para incríveis 124% em agosto.

Crise econômica: INFLAÇÃO na Argentina atinge 124% ao ano e desafia candidato à presidência

Esse aumento alarmante segue um aumento mensal de 12,4% em agosto, em comparação com julho, marcando uma aceleração significativa em relação ao mês anterior, quando a alta foi de 6,3%. Assim sendo, esses números preocupantes foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) em 13 de setembro.

Inflação anual desafia a economia

O índice inflacionário da Argentina tem sido uma fonte constante de preocupação para o governo e a população. Isso porque em julho, a inflação anual já havia registrado um avanço substancial de 113,4%.

No entanto, em agosto, esse número subiu ainda mais, refletindo uma pressão inflacionária contínua que está deixando os argentinos preocupados com o futuro econômico do país.

Resposta do governo à crise

Em resposta a essa situação econômica crítica, o ministro da economia e candidato à presidência da Argentina, Sergio Massa, anunciou uma série de medidas econômicas no mês passado. Em resumo, essas medidas visam abordar os desafios que o país enfrenta, incluindo a desvalorização da moeda, a seca e a falta de reservas em dólares.

Protegendo as famílias argentinas

Sergio Massa enfatizou que as medidas são destinadas a proteger as famílias argentinas, que têm sofrido as consequências diretas desses problemas econômicos.

Dessa forma, as medidas incluem benefícios para aposentados, pequenas e médias empresas, trabalhadores independentes, assalariados, o setor agrário e grupos que dependem de programas do Estado. Além disso, o ministro anunciou a disponibilidade de créditos e a redução de impostos para estimular a economia.

O impacto dos atos de vandalismo

Contudo, a resposta à inflação elevada não se limita apenas a medidas econômicas. Visto que a Argentina enfrentou uma série de atos de vandalismo e roubos a supermercados e empresas em várias regiões do país.

Em resumo, esses incidentes aumentaram a incerteza e o clima de crise, especialmente após as eleições primárias em 13 de agosto e a subsequente desvalorização de 20% da moeda argentina no dia seguinte.

O papel das autoridades

As autoridades argentinas têm respondido a esses atos de vandalismo, ordenando a prisão de 94 pessoas envolvidas. Uma vez que elas alegam que esses grupos têm a intenção de “gerar conflito”, especialmente à luz das próximas eleições presidenciais que estão marcadas para outubro.

Em meio a essa crise econômica e social, a Argentina enfrenta desafios significativos em sua busca por estabilidade econômica e social.

Contudo, as medidas anunciadas pelo ministro Sergio Massa buscam aliviar a pressão sobre as famílias argentinas, enquanto as autoridades trabalham para conter a onda de vandalismo e incerteza que se seguiu às eleições primárias.

No entanto, a situação econômica do país permanece fluida, e os argentinos estão aguardando ansiosamente uma resolução para seus desafios econômicos.

Crise econômica: INFLAÇÃO na Argentina atinge 124% ao ano e desafia candidato à presidência. Imagem: Canva

Sobre a superinflação

A superinflação, também conhecida como hiperinflação, é um fenômeno econômico extremamente prejudicial, caracterizado por taxas de inflação extremamente altas, geralmente acima de 50% ao mês. Várias causas podem contribuir para a ocorrência de uma superinflação em um país, e essas causas geralmente atuam de forma interligada.

Em suma, a superinflação muitas vezes começa com o governo imprimindo quantidades excessivas de dinheiro, geralmente para financiar déficits orçamentários insustentáveis ou para pagar dívidas. Ou seja, quando a oferta de dinheiro aumenta rapidamente, enquanto a oferta de bens e serviços permanece constante ou diminui, os preços tendem a subir descontroladamente.

Além disso, quando um país gasta mais dinheiro do que arrecada em impostos e outras receitas, ele pode recorrer à impressão de dinheiro ou ao aumento da dívida para cobrir os gastos. Isso pode agravar a inflação, pois aumenta a quantidade de dinheiro em circulação.