50 milhões de brasileiros já têm a nova Carteira de Identidade Nacional nas mãos. Em menos de quatro anos, o Brasil saiu de 100 mil documentos emitidos para essa marca histórica — e o prazo para tornar o documento obrigatório está se aproximando. Você ainda não fez o seu?
A marca foi confirmada em 8 de abril de 2026 pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O novo documento substitui o antigo RG, utiliza o CPF como número único válido em todo o Brasil e promete mais segurança contra fraudes.
Mas nem todos os estados avançaram no mesmo ritmo. Enquanto alguns já documentaram mais da metade da população, outros ainda estão nos estágios iniciais. Entender esse panorama é fundamental para quem ainda não emitiu — ou não sabe que já deveria ter emitido — a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
A CIN é o novo modelo de documento de identificação padrão para brasileiros, desenvolvido para unificar informações e trazer mais praticidade ao cidadão. Emitida tanto em formato físico quanto digital, utiliza o CPF como identificador nacional.
O principal problema do RG era a multiplicidade de números. Com o antigo RG, uma mesma pessoa podia ter até 27 números diferentes de identidade, um por estado, abrindo espaço para fraudes e duplicidades. A CIN utiliza o CPF como número único de identificação em todo o território, possui QR Code para validação eletrônica rápida e padrão internacional MRZ, que permite o uso como documento de viagem em países do Mercosul.
O secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, destacou que o país saiu de cerca de 100 mil carteiras emitidas, no início de 2023, para 50 milhões de pessoas com a CIN em 2026. Para ele, o número é importante porque a CIN vai além da segurança pública — ela é a porta de entrada para os serviços públicos e benefícios sociais.
A meta do governo federal é chegar a 130 milhões de emissões até o final de 2026, o que representa quase dois terços da população brasileira.
Os dados do Painel de Emissões do governo federal revelam diferenças expressivas entre os estados. O critério mais justo de comparação é o percentual da população já documentada, não apenas o volume absoluto.
A liderança do ranking é do Piauí, onde mais da metade da população já emitiu a CIN. No estado, 1.781.332 pessoas possuem o novo documento, o que representa 52,77% da população. Sergipe ocupa a segunda posição, com 785.093 emissões. O Acre aparece entre os estados com maior adesão, com 291.243 documentos já expedidos, o que corresponde a 33,07% da população acreana.
Ao encerrar 2025, Alagoas estava em 4º lugar no ranking nacional de emissões proporcionais à população, com 29,35% dos alagoanos já documentados. Na outra extremidade do levantamento está o Pará, que registra o menor índice de adesão no país.
Quando o critério é o número total de documentos emitidos, o cenário muda. Os estados que mais emitiram a CIN em termos absolutos foram Minas Gerais, com 2,46 milhões; Rio Grande do Sul, com 1,92 milhão; e São Paulo, com 1,91 milhão.
São Paulo não figura entre os cinco primeiros estados no ranking proporcional. O estado mais rico e populoso do país também perde em números totais de emissões, sendo superado por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
A emissão da carteira de identidade nacional deixou de ser apenas uma questão de modernização. Ela passou a ter impacto direto no acesso a benefícios sociais.
O MGI estabeleceu um cronograma simplificado: quem não tem cadastro biométrico deve emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Para quem já é beneficiário e tem cadastro biométrico, a CIN só passa a ser obrigatória em janeiro de 2028, valendo até essa data o cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte.
O antigo RG continua válido até 28 de fevereiro de 2032. A partir dessa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte serão aceitos como documentos de identidade no Brasil.
A CIN tem validade que varia conforme a idade: 5 anos para quem tem de 0 a 11 anos, 10 anos para quem tem de 12 a 59 anos e validade indeterminada para maiores de 60 anos.
A CIN amplia a segurança da conta GOV.BR, facilitando o acesso a uma conta Ouro na plataforma do governo federal. Atualmente, o GOV.BR possui mais de 175 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios. Entre esses serviços estão a Assinatura GOV.BR, o Meu INSS, o Meu SUS Digital e a Carteira de Trabalho Digital.
A versão digital da nova carteira pode conter outros números de documentos, como PIS/PASEP, NIS, NIT, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor, CNH, Identidade Funcional e Certificado Militar. Para isso, é necessário levar esses documentos no momento da solicitação.
A primeira via emitida é gratuita, mas a segunda via — em casos de perda, roubo ou atualização que não seja obrigatória — pode ter cobranças que variam conforme o estado.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir mais sobre a atualização do seu RG: