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Brasil é líder no ranking mundial de juros reais (Entenda!)

O Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil reduziu na quarta-feira (03/08) passada, a taxa básica de juros básica da economia nacional, Selic. Todavia, foi o primeiro corte depois de um período de três anos. Mesmo com essa notícia, o país continua o líder mundial no ranking global de juros reais.

O ranking relacionado à taxa de juros reais foi apresentado pela Infinity Asset Management, que realizou um levantamento sobre o tema em questão. Analogamente, a taxa Selic passou de 13,75% para 13,25% ao ano. Foi uma decisão do Copom junto ao Banco Central reduzir o índice em 0,5 pontos percentuais. Desse modo, os juros reais agora estão em 6,68% anuais.

Ademais, com esse índice de 6,68%, o Brasil se coloca no topo do ranking dos juros reais, do levantamento que compara as taxas de mais de 40 países ao redor do mundo. Ele supera o do México (6,64%), Colômbia (6,15%), e Chile (4,60%). Nos Estados Unidos, a taxa de juros reais atualmente está em 1,82% no total.

A taxa de juros reais é calculada através do abatimento da inflação prevista para 12 meses. Em síntese, é considerado também a taxa de juros DI para 12 meses no vencimento mais líquido. De acordo com o relatório apresentado pela Infinity Asset Management, o Brasil está no pódio dos juros reais pela sétima reunião consecutiva.

Taxa de juros no Brasil

A princípio, é preciso observar o fato de que a taxa de juros básica da economia, Selic, vem subindo no país desde o ano de 2021, até chegar ao índice máximo de 13,75% anuais. Entretanto, deve-se ter em mente, que em termos nominais, o país está na quarta colocação, atrás da Argentina (97%), Turquia (17,5%), e Hungria (15%).

Dessa maneira, é conveniente mencionar que vários bancos centrais costumam elevar suas taxas de juros com o objetivo principal de conter a pressão inflacionária em seus países. O levantamento da Infinity aponta que de um total de 176 nações, 59,09% mantiveram seus juros, 31,82% elevaram e 9,09% reduziram suas taxas.

Estes dados são atuais, ou seja, as nações apresentadas pelo levantamento, tomaram as suas decisões recentemente. No Brasil, a expectativa do mercado financeiro é a de que haja mais cortes da taxa Selic durante o ano de 2023. Dessa forma, estima-se que no final do ano, os juros fiquem em torno dos 12% anuais.

Taxa de juros reais / Fonte: pixabay

Países com as maiores taxas de juros reais

  1. Brasil 6,68%
  2. México 6,64%
  3. Colômbia 6,15%
  4. Chile 4,60%
  5. África do Sul 3,82%
  6. Filipinas 3,80%
  7. Indonésia 3,63%
  8. Hong Kong 2,83%
  9. Reino Unido 2,36%
  10. Israel 2,23%
  11. Nova Zelândia 1,96%
  12. Estados Unidos 1,82%
  13. China 1,67%
  14. Malásia 1,64%
  15. Bélgica 1,57%
  16. Coreia do Sul 1,57%
  17. Espanha 1,48%
  18. Índia 1,48%
  19. Grécia 1,47%
  20. Rússia 1,46%

Ranking dos juros nominais

  1. Argentina: 97,00%
  2. Turquia: 17,50%
  3. Hungria: 15,00%
  4. Brasil: 13,25%
  5. Colômbia: 13,25%
  6. México: 11,25%
  7. Chile: 10,25%
  8. Rússia: 8,50%
  9. África do Sul: 8,25%
  10. República Checa: 7,00%
  11. Polônia: 6,75%
  12. Filipinas: 6,25%
  13. Indonésia: 5,75%
  14. Hong Kong: 5,75%
  15. Nova Zelândia: 5,50%
  16. Estados Unidos: 5,50%
  17. Índia: 5,10%
  18. Canadá: 5,00%
  19. Reino Unido: 5,00%
  20. Israel: 4,75%
  21. China: 4,35%
  22. Alemanha: 4,25%
  23. Áustria: 4,25%
  24. Espanha: 4,25%
  25. Grécia: 4,25%
  26. Holanda: 4,25%
  27. Portugal: 4,25%
  28. Suécia: 4,25%
  29. Bélgica: 4,25%
  30. França: 4,25%
  31. Itália: 4,25%
  32. Austrália: 4,10%
  33. Cingapura: 3,55%
  34. Coreia do Sul: 3,50%
  35. Dinamarca: 3,10%
  36. Malásia: 3,00%
  37. Tailândia: 2,31%
  38. Taiwan: 1,88%
  39. Japão: -0,10%
  40. Suíça: -0,75%

Taxa Selic

Em relação ao corte da taxa de juros Selic feita pelo Copom, junto ao Banco Central, é importante salientar que o presidente Lula e sua equipe de governo vinham criticando a manutenção do índice a 13,75% anuais. Isso se deve ao fato de que a economia acaba por sofrer sérias consequências, crescendo menos.

Com uma taxa de juros alta, o mercado financeiro sofre, visto que a população acaba por fazer menos empréstios devido a uam alíquota mais alta. Além do mais, as emresas, sobretudo a indústia nacional faz menos investimentos. Aliás, a inflação pode até ficar controlada, mas o remedio é bastante amargo, com sérias consequências.

Enfim, há uam repercussão negativa sobre as decisões do Copom junto ao Banco Central. A entidade é independente do Governo Federal, ou seja, sue presidente não pode ser demitito e tem toda a liberdade de decidir os rumos da taxa Selic. Nos últimos anos houve um consenso de que era melhor continuar com um índice mais alto.

Em conclusão, este ano houve uma redução da pressão inflacionária no país, e o PIB teve um pequeno crescimento,  o que fez com que o Banco Central reconsiderasse a sua decisão. Enfim, houve um entendimento de que há espaço para que haja uma redução dos juros no Brasil, portanto, o Copom decidiu então cortar a Selic em 0,5 pontos percentuais.