O que realmente mudou para quem depende dos benefícios sociais no Brasil? O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) determinou novas exigências para a inscrição das famílias unipessoais, aquelas compostas por apenas uma pessoa, no Cadastro Único.
As alterações, que entram em vigor a partir de 2026, prometem impactar diretamente quem recebe o Bolsa Família ou o BPC. Quem se enquadra nesse perfil vai precisar se ajustar ao novo cenário, que inclui regras mais criteriosas de atualização cadastral e verificações presenciais.
Continue lendo e descubra o que muda e por que essas medidas vêm sendo implementadas.
Com o crescimento da participação de famílias unipessoais nos cadastros do Cadastro Único (CadÚnico), o Governo Federal estabeleceu novas formas de controle para garantir que apenas quem realmente necessita receba o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Regulamentada pela Portaria nº 1.145/2025, baseada na Lei nº 15.077/2024, a atualização busca reduzir fraudes e assegurar a correta destinação dos recursos públicos.
Essas mudanças são baseadas em dados de auditorias e no aumento do número de registros de famílias formadas por só uma pessoa nos programas sociais. O foco está no reforço das informações cadastrais, no aperfeiçoamento da gestão municipal e no combate a declarações inconsistentes.
A Lei nº 15.077/2024 já exigia a atualização cadastral do CadÚnico a cada 24 meses para concessão ou manutenção dos benefícios federais. Agora, caso o cadastro das famílias unipessoais esteja desatualizado por 18 meses ou mais, os responsáveis deverão seguir um novo cronograma nacional, implementado de forma progressiva.
Esse calendário será executado ao longo da chamada Ação de Qualificação Cadastral, a partir de 2026. O objetivo é alinhar a capacidade operacional dos municípios ao volume de cadastros de famílias unipessoais que necessitam de atualização, evitando sobrecarga e interrupção de atendimento local. Até o último dia de janeiro, o cronograma deve ser divulgado.
Desde 1º de janeiro de 2026, todo o processo de inscrição ou atualização de famílias unipessoais no CadÚnico, especialmente aquelas que recebem o Bolsa Família ou BPC, deve ser feito presencialmente no domicílio do solicitante. A entrevista domiciliar torna-se mandatória como forma de validar as informações prestadas e prevenir fraudes.
O não atendimento à convocação para a entrevista pode resultar no bloqueio dos benefícios, conforme os trâmites do Bolsa Família e as penalidades já estipuladas pelo Decreto nº 6.214/2007 no caso do BPC. A verificação in loco pretende garantir que os critérios de vulnerabilidade estejam realmente presentes.
Nem todos conseguirão receber visitas domiciliares facilmente. A legislação permite exceções para pessoas com mobilidade reduzida, limitações de saúde ou residentes em áreas de difícil acesso. Para esses casos, medidas alternativas, como atendimento itinerante ou soluções tecnológicas, estão sendo preparadas e devem ser detalhadas em ato específico da Sagicad/MDS. O objetivo é assegurar que ninguém em situação vulnerável fique sem acesso ao direito de inscrição ou atualização.
Em 2026, o sistema do Cadastro Único passará por 12 atualizações mensais, com datas específicas para a extração dos dados. Nessas ocasiões, haverá períodos de indisponibilidade temporária do sistema, sempre entre as 19h do dia anterior à extração e as 7h do quarto dia subsequente.
Confira o cronograma anunciado pelo MDS:
Gestores municipais e beneficiários devem programar suas inscrições e atualizações fora dessas datas para evitar atrasos ou bloqueios por impossibilidade de acesso ao sistema.
Para saber mais detalhes, orientações e novidades sobre os programas sociais, continue acompanhando informações atualizadas no NOTÍCIAS CONCURSOS. Ficou curioso sobre outras mudanças? Veja mais conteúdos úteis e mantenha-se informado!
Aproveite e assista ao vídeo abaixo para saber o que fazer em caso de bloqueio no seu Bolsa Família: