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Auxílio Brasil: aliado de Bolsonaro acredita em solução rápida sobre valores

Publicado por
Aécio de Paula

Membros do Governo Federal têm nesta semana uma série de reuniões marcadas com pessoas do poder judiciário. A pauta é a mesma: a liberação do parcelamento dos precatórios. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, segue batendo na tecla de que os magistrados podem dar essa permissão para o poder executivo. E isso tem tudo a ver com o Auxílio Brasil.

De acordo com Guedes, se o Governo conseguir essa liberação, vai poder aumentar os valores do Bolsa Família. Há quem duvide de que o Planalto vai conseguir essa permissão. Não é o caso do Deputado Federal Marco Feliciano (PL-SP). De acordo com o parlamentar, existe uma confiança de que o poder executivo vai chegar em um acordo.

“A relação com o Supremo não está deteriorada, mas sim com um ou outro, e o Auxílio Brasil é de extremo interesse dos menos favorecidos. Tenho convicção de que será aprovado em tempo a não oferecer risco de atrasar benefícios, a maioria dos ministros do Supremo é sensível à causa pública”, disse o Deputado.

Otimista ou não, o fato é que o plano de Orçamento que o Governo Federal enviou para o Congresso Nacional não conta com o aumento do Bolsa Família. Isso não quer dizer que o Planalto não possa mudar essa informação. No entanto, isso significa que eles podem estar tendo dificuldades para aumentar os valores do programa.

Recentemente, se imaginou que os protestos contra o STF poderiam colocar em xeque o aumento do Bolsa Família. Não se sabe, de fato, se isso aconteceu. É que ainda é preciso saber qual vai ser a postura dos magistrados diante desta situação. É justamente por isso que Paulo Guedes terá essa série de reuniões.

“Culpa do STF”

Se por um lado Marco Feliciano está adotando uma postura mais polida sobre o STF, outros aliados de Bolsonaro estão pegando um outro caminho. Em entrevista para a revista Veja, o líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (Progressistas-PR), criticou duramente a Corte.

De acordo com o Deputado Federal, caso o STF não chegue em um acordo pelo parcelamento dos precatórios, então a culpa pelo não aumento do Bolsa Família seria dos Ministros. Pelo menos essa é a opinião dele.

“Se não se chegar a um acordo, de novo é o Supremo interferindo na vida do país, tirando espaço do Auxílio Brasil, tirando espaço dos investimentos em infraestrutura com suas decisões”, disse o Deputado.

Novo Bolsa Família

O plano do Governo Federal é começar a pagar o novo Bolsa Família a partir do próximo mês de novembro. O próprio Presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso Nacional para entregar a Medida Provisória (MP) do projeto.

No entanto, esse documento entregue por Bolsonaro não mostra algumas informações importantes. De modo que ainda não dá para saber quanto o programa vai pagar em média a partir de novembro.

Além disso, também não é possível saber quantas pessoas irão receber o novo benefício. Aparentemente, todos esses dados dependem diretamente da questão da permissão para o parcelamento dos precatórios.