Trânsito

A multa curiosa que você pode levar no Brasil só por dirigir de chinelo

Descubra por que dirigir de chinelo pode sair caro e como garantir sua segurança no trânsito em 2025

Publicado por
Fátima Azevedo

No calor brasileiro, é comum ver pessoas questionando se dirigir de chinelo é permitido. Muita gente aproveita o clima tropical para sair do mar ou da piscina e seguir direto para o carro, muitas vezes calçando o famoso chinelo.

A dúvida é legítima e traz um componente de urgência: será que essa escolha pode render uma multa no trânsito? Aqui está o esclarecimento definitivo sobre o tema para evitar surpresas desagradáveis e garantir sua segurança.

É permitido dirigir de chinelo?

A resposta objetiva: não, dirigir de chinelo, especialmente modelos abertos e soltos no pé, não é permitido segundo as regras de trânsito brasileiras. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que calçados inadequados podem comprometer a segurança ao volante, sendo infratores passíveis de multa e pontos na habilitação. Chinelo aberto pode escorregar, enroscar ou sair do pé, tornando perigoso o ato de dirigir.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro em 2025?

Em 2025, o CTB foi atualizado, mas manteve a regra: dirigir de chinelo solto é infração média, conforme Artigo 252, inciso IV.

Motoristas também não podem usar outro calçado que não se firme aos pés ou dificulte o uso dos pedais. Isso inclui modelos de sandálias abertas, saltos altos instáveis e similares. O valor da multa permanece em R$ 130,16, somando 4 pontos na CNH do condutor autuado.

Consequências e riscos ao dirigir de chinelo

Além da penalidade financeira e dos pontos na carteira, existe o risco real de acidentes. Um chinelo solto pode facilmente se deslocar e comprometer o controle dos pedais, prejudicando o tempo de reação em situações de emergência.

Em uma freada brusca, por exemplo, o chinelo pode travar sob o pedal ou cair, impedindo a ação rápida. Diversos relatos apontam que situações cotidianas, como parar em ladeiras ou enfrentar trânsito intenso, aumentam ainda mais os riscos.

Atualizações recentes sobre a legislação

Mesmo com as frequentes revisões do CTB, a regra sobre dirigir de chinelo não mudou em 2025. O entendimento técnico é que o uso de chinelos e calçados não fixos permanece proibido por razões de segurança.

Dicas para evitar multas por uso de chinelo

  • Carregue sempre um par de tênis ou sapato fechado no carro.
  • Após sair da praia, piscina ou academia, faça a troca antes de dirigir.
  • Caso não tenha outro calçado, prefira dirigir descalço. O CTB não proíbe dirigir sem calçado, desde que o pé não esteja obstruído ou inseguro.
  • Evite calçados com salto alto estreito, sandálias sem fixação ou tamancos.
Trocar chinelos por calçados fechados antes de dirigir previne multas e aumenta segurança no trânsito. Imagem: Freepik

Relatos de situações reais envolvendo chinelo ao volante

Há muitos exemplos no cotidiano. Motoristas que foram autuados em blitze em cidades litorâneas relatam que tentaram justificar o uso de chinelo, mas tiveram que assinar a autuação. Alguns conseguiram recorrer e, por ser a primeira infração média no período de 12 meses, converteram a multa em advertência.

Outros motoristas, após acidentes, admitiram que um chinelo enroscado no pedal dificultou a frenagem. São situações que reforçam a importância de atenção e prevenção.

Como recorrer da multa por dirigir de chinelo

Passo a passo do recurso

  1. Defesa Prévia: Verifique se todos os dados da notificação estão corretos. Argumente tecnicamente.
  2. Primeira Instância: Caso negado, apresente defesa junto à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI).
  3. Segunda Instância: Se necessário, recorra ao CETRAN ou órgão competente. Utilize argumentos técnicos e documentação.

Ao recorrer, vale tentar a conversão da multa em advertência por escrito, conforme prevê o artigo 267 do CTB, desde que não tenha reincidência nos últimos 12 meses.

Gravidade e valor da multa por dirigir de chinelo em 2025

A infração é considerada média. Isso significa multa de R$ 130,16 e 4 pontos na carteira. Ao atingir 20 pontos em 12 meses, a CNH pode ser suspensa. Não existe fator multiplicador para esse valor. O impacto maior está na possibilidade de suspensão do direito de dirigir e no histórico do motorista.

Pode dirigir descalço?

Dirigir descalço é permitido pela legislação de trânsito do Brasil. O Código de Trânsito não proíbe essa conduta, desde que os pés estejam livres para acionar todos os pedais com segurança. Portanto, caso esteja usando chinelo e não tenha outro calçado à disposição, retirar o chinelo é a alternativa correta para não ser multado. Apesar dos riscos de desconforto e possíveis lesões leves, não gera infração.

Principais dúvidas sobre dirigir de chinelo

  • Sandália pode? Somente se for fechada e firme ao pé, como crocs, papetes ou sandálias de tiras fixas.
  • Chinelo fechado atrás pode? Sim, desde que fixe o calçado ao pé por completo.
  • Chinelo em moto? Também é proibido dirigir moto de chinelo. A regra vale para todos os veículos.
  • Salto alto pode? Não; apenas sapatos que não dificultam ou comprometem o uso dos pedais são permitidos.

Exemplos práticos do dia a dia

Imagine sair correndo da piscina para resolver um compromisso urgente e, sem pensar, assumir o volante de chinelo. Ou no retorno da praia, com carros cheios de areia. Essas situações são comuns e, se o agente flagrar o motorista nessa condição, a multa é certa. Quem costuma fazer muitos trajetos curtos nessas condições, especialmente em regiões litorâneas ou interioranas, precisa adotar medidas preventivas.

Resumo prático das penalidades em 2025

  • Infração média: R$ 130,16 + 4 pontos na CNH
  • Converta para advertência se for o primeiro registro nos últimos 12 meses
  • Reincidência impede a conversão; recorra às instâncias administrativas
  • Recolhimento do chinelo/direção descalço permitido até regularizar situação

Dirigir de chinelo continua sendo uma prática proibida e arriscada em 2025. A multa pode parecer pequena, mas os riscos de acidente e os pontos na CNH têm impacto na vida do motorista. A melhor escolha é simples: priorizar calçados adequados ou, na falta deles, dirigir descalço. Assim, você evita penalidades, garante sua segurança e a de todos no trânsito.