Sonhou em chegar a um ambiente e o Wi-Fi já conectar sozinho? Praticamente todo mundo já viveu isso. Mas essa facilidade, que parece só aumentar a praticidade do dia a dia, pode ser a porta de entrada para situações desagradáveis, e muitos desconhecem as consequências de manter o Wi-Fi ativado o tempo inteiro no celular.
Se o costume de manter o Wi-Fi do celular sempre ligado parece inofensivo, saiba que há perigos crescentes. O risco maior aparece justamente no Brasil, onde quase toda a movimentação bancária já é feita pelo próprio celular e onde o Pix virou rotina em todo tipo de pagamento: qualquer deslize na segurança pode resultar em prejuízo considerável.
A seguir, entenda na prática por que essa configuração, aparentemente simples, pode representar uma janela aberta no seu aparelho e como é possível evitar problemas antes que seja tarde.
Mesmo sem conexão ativa, o celular executa a chamada varredura ativa, sempre em busca de sinais Wi-Fi em locais próximos. À medida que a pessoa se desloca, o aparelho tenta se reconectar automaticamente a redes salvas, incluindo Wi-Fi de shoppings, restaurantes, aeroportos, hotéis e academias.
Entretanto, criminosos podem criar pontos de acesso falsos com nomes idênticos às redes mais famosas. Essa estratégia, conhecida como “evil twin”, resulta em centenas de aparelhos conectando-se involuntariamente a redes controladas por terceiros. Nesse momento, o usuário não percebe que está expondo informações pessoais ao utilizar uma conexão insegura.
De acordo com a FEBRABAN, o avanço das tentativas de fraude digital no Brasil segue acelerado, atingindo especialmente usuários de dispositivos móveis.
Depois que o celular já se conectou ao Wi-Fi de um aeroporto, por exemplo, nada impede um criminoso de criar no mesmo local uma rede com nome igual. Caso o Wi-Fi esteja ativo, seu aparelho pode se conectar sozinho a essa rede, tornando logins, senhas e dados bancários vulneráveis à interceptação.
Redes públicas permitem ataques do tipo “man-in-the-middle”, nos quais um invasor pode interceptar tudo que trafega entre o dispositivo e o site acessado. Aplicativos desatualizados ou redes sem criptografia forte aumentam ainda mais a exposição dessas informações.
O Wi-Fi ligado contribui para a precisão do rastreamento de localização, o que é útil em mapas. Porém, se aplicativos maliciosos estiverem instalados, o risco de coleta indevida de informações aumenta muito.
Celulares com sistemas desatualizados, sem senha forte, tornam-se alvos fáceis em redes públicas. No Brasil, tanto usuários de Android quanto de iOS já foram impactados por golpes em conexões abertas, explorando práticas antigas de segurança dos aparelhos.
O perigo é amplificado quando o celular acessa redes públicas, quando não há autenticação em dois fatores e os aplicativos bancários não estão atualizados. O Banco Central do Brasil já publicou alertas sobre golpes digitais envolvendo Pix e estratégias de engenharia social. Muitas dessas tentativas começam justamente pelo acesso não autorizado a informações por meio de redes Wi-Fi não seguras.
Na prática, o celular funciona como uma “agência digital” portátil, reunindo quase tudo: aplicativo de banco, Pix, redes sociais, documentos pessoais. Daí, qualquer descuido pode sair caro e rápido.
Sim! O aparelho busca redes Wi-Fi de forma constante, aumentando o gasto energético e até aquecendo mais o celular. Em modelos antigos, esse impacto é ainda mais sentido, reduzindo a autonomia ao longo do dia e levando à necessidade de carregar com mais frequência.
Deixar o Wi-Fi ligado em ambientes controlados, como em casa, reduz consideravelmente os riscos. É importante ter uma senha forte, usar roteador com criptografia WPA3 e garantir que o sistema do celular esteja sempre atualizado.
Em locais públicos, recomenda-se:
Quer se manter atualizado e protegido? Confira mais notícias como esta no Notícias Concursos!