Mais de 2 bilhões de pessoas no planeta dependem de uma única atividade para sobreviver — e ela não envolve escritórios, computadores ou grandes centros urbanos. Enquanto muita gente aposta que tecnologia ou comércio lideram o ranking de ocupações, a resposta surpreende: a profissão com mais trabalhadores no mundo é a agricultura.
Agricultores, pescadores, criadores de animais e trabalhadores rurais formam o maior grupo profissional da Terra. Quer entender por que isso acontece e o que isso significa para o futuro do trabalho? Continue a leitura.
A agricultura reúne um conjunto amplo de atividades ligadas à produção de alimentos: plantio de grãos, frutas e hortaliças, criação de animais, manejo florestal e pesca artesanal. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de 2 bilhões de pessoas dependem diretamente dessa atividade para seu sustento.
Em grande parte da Ásia, da África e da América Latina, pequenas propriedades ainda são a principal fonte de renda das famílias. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que centenas de milhões de trabalhadores seguem vinculados ao campo, tanto em regime formal quanto informal.
A razão é simples. A agricultura atende à necessidade mais básica da humanidade: a alimentação. Cadeias produtivas como arroz, milho, café e cacau exigem mão de obra em várias etapas, especialmente em regiões onde a mecanização ainda é limitada. Isso mantém milhões de pessoas ligadas ao trabalho no campo.
A agricultura lidera, mas outras atividades também reúnem grandes contingentes de trabalhadores. Veja um panorama das profissões com mais trabalhadores no mundo:
A relevância dessa profissão vai além da quantidade de pessoas ocupadas. O setor agrícola é a base da segurança alimentar global e garante o abastecimento de cidades inteiras. Entre as principais contribuições estão:
Além disso, o setor agropecuário tem peso relevante no Produto Interno Bruto (PIB) de diversos países. No Brasil, por exemplo, o agronegócio é um dos pilares da economia, conforme apontam relatórios recentes.
O perfil da força de trabalho no campo varia bastante entre as nações. Em economias desenvolvidas, como Estados Unidos e países europeus, a agricultura emprega menos pessoas por conta do alto nível de mecanização. Poucos trabalhadores conseguem produzir grandes volumes com eficiência.
Já em países em desenvolvimento, a realidade é outra. A agricultura segue como principal fonte de emprego, muitas vezes com baixa mecanização e forte presença de mão de obra familiar. Economias emergentes, como o Brasil, convivem com dois modelos ao mesmo tempo: o agronegócio moderno e a agricultura tradicional.
A profissão com mais trabalhadores passa por transformações aceleradas. A chamada agricultura de precisão — que usa drones, sensores, softwares de gestão e análise de dados — está mudando a forma de produzir alimentos. Entre as principais tendências estão:
Segundo o Fórum Econômico Mundial, trabalhadores rurais estão entre as profissões com maior demanda até 2030. Isso mostra que, mesmo com a automação, o campo continuará precisando de pessoas qualificadas.
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