Você já se perguntou se está escrevendo corretamente o nome daquele crustáceo que anda de lado na praia e tem cinco pares de patas? A dúvida surge rapidamente: “afinal, é caranguejo ou carangueijo?” A resposta, de acordo com os principais registros oficiais do idioma, surpreende quem sempre teve dúvida, e revela curiosidades sobre a língua portuguesa.
A confusão é comum, especialmente em conversas informais, músicas ou até mesmo em escolas. O animal, conhecido por sua carapaça que pode variar do vermelho ao marrom, frequentador de praias e mangues, muitas vezes tem seu nome escrito ou falado das duas formas. Entenda agora qual é a forma correta segundo a norma padrão e por que tanta gente pronuncia diferente do que está nos dicionários.
Anote aí: a única forma aceita pela norma culta é “caranguejo”, sem a letra “i”. É assim que aparece em todos os dicionários brasileiros e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras.
Ao consultar obras de referência, como Houaiss, Michaelis, Aurélio ou o próprio VOLP da ABL, a palavra “carangueijo” não consta. Apenas “caranguejo” está registrada, sendo essa a grafia oficial para o animal que habita praias, mangues e é presença constante na culinária.
Você pode consultar mais na base do VOLP para conferir nomes compostos, como caranguejo-do-mangue, caranguejo-de-água-doce e caranguejo-felpudo. Todos sem “i”. “Carangueijo” não aparece em nenhuma dessas fontes oficiais.
A pronúncia errada é bem frequente em diferentes regiões do Brasil, mas há um motivo linguístico para esse fenômeno. Trata-se da epêntese, o nome dado à inserção de uma vogal extra dentro de uma palavra para facilitar a fala.
Esse fenômeno ocorre porque, ao pronunciar “caranguejo”, algumas pessoas acabam “deslizando” um “i” entre o “g” e o “e”, deixando o som mais fácil de articular. Mas, apesar de parecer natural falar assim em certos contextos, não há nenhuma validação da forma escrita com “i”.
Exemplos de epêntese também aparecem em palavras como:
Ou seja, a inserção de vogais em locais inesperados não é exclusividade do termo “caranguejo”, mas neste caso, é ainda mais incisiva por conta do som final da palavra.
Há várias espécies do crustáceo, como o caranguejo-do-mangue, caranguejo-de-água-doce, caranguejo-da-terra, caranguejo-felpudo, entre outros, mas como é possível ver, nenhum tem “i” na palavra caranguejo.
Para não restar dúvida: ao registrar, escrever ou consultar o nome deste crustáceo em qualquer situação, seja escolar, acadêmica, profissional ou gastronômica, use sempre caranguejo.
A forma “carangueijo” só aparece por influência da fala, mas não é reconhecida por nenhuma instituição ou registro oficial do português brasileiro.
Agora que você conhece o motivo da dúvida e a resposta correta segundo a norma padrão, fique atento ao uso em redações, trabalhos e mensagens.
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