Por Estado: AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | NACIONAL

STF dá 48 horas para Pazuello apresentar data de vacinação

STF impõe prazo para governo definir datas de vacinação
Ministro Ricardo Lewandowski em sessão do Supremo Tribunal Federal (Imagem: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)

O Ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STF), Ricardo Lewandoski, impôs ontem (13) prazo para que Eduardo Pazuello informe a data de início da vacinação contra a Covid-19. Agora, o Ministério da Saúde tem 48 horas para cumprir a ordem judicial.

“Intime-se o senhor ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 horas, qual a previsão de início e de término do Plano Nacional de Operacionalização a Vacinação contra a covid-19, inclusive de suas distintas fases”, escreveu Lewandowski em despacho.

Informado a esse respeito, o general Pazuello informou que irá cumprir a decisão do STF assim que for notificado oficialmente da decisão.

Leia também: Regra que autoriza Telebras a explorar serviços de banda larga é mantida pelo STF

O motivo da decisão do STF

A decisão do Ministro Lewandoswki acontece um dia após a entrega do Plano Nacional de Vacinação ao STF. Segundo o Tribunal, o governo teria estipulado a possibilidade de vacinar 51,4 milhões de brasileiros no plano ainda no primeiro semestre de 2021. A data, no entanto, não foi divulgada.

Ainda segundo o Plano de Pazuello, Brasil tem acordo com três laboratório que irão disponibilizar mais de 300 milhões de doses de imunizantes. São eles:

  • Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho/2020 e 30 milhões de doses por mês no segundo semestre)
  • Covax Facility (42,5 milhões de doses)
  • Pfizer (70 milhões de doses)

Esses dados se tornaram públicos ontem e também foram divulgados pelo STF, após a decisão do ministro.

A briga de Pazuello

Apesar da atual rapidez do ministro da Saúde, o empenho do governo em conseguir uma vacina contra a Covid-19 é uma novidade. Não à toa, o STF deve julgaria nesta semana a obrigatoriedade de a presidência da República criar ou não um plano de imunização.

A briga de Pazuello começou na semana passada quando, em entrevista coletiva, o governador do estado de São Paulo anunciou que começaria a vacinar os paulistas já em janeiro. Naquele momento, João Doria (PSDB) divulgou ainda que brasileiros de outros estados poderiam ter acesso às doses.

Como Doria é inimigo político do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), a corrida pela vacina ganhou contorno de disputa eleitoral antecipada para o pleito à presidência que ocorre em 2022.

A disputa ideológica no entorno da vacina foi tão grande que metade da população brasileira já se diz contrária à ideia de se vacinar com as doses do imunizante chines, da empresa SinoVac, que já está sendo fabricado pelo Instituto Butantã.

Veja ainda: Butantã inicia fabricação da vacina Coronavac

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.