Profissões

Sonhos que começam cedo: as carreiras mais desejadas pelos pequenos

O estudo revelou que apenas 8,9% concretizaram o sonho profissional que tinham quando pequenos

Publicado por
Quézia Andrade

A pergunta “O que você vai ser quando crescer?” é um clássico da infância e desperta a imaginação das crianças para inúmeras possibilidades. Muitos já sonharam em ser astronautas, médicos, atletas ou outras profissões que pareciam fascinantes naquele momento. Com o passar dos anos, porém, a vida adulta costuma apresentar novos interesses, oportunidades e caminhos diferentes daqueles imaginados na infância.

Um estudo global realizado pelo LinkedIn analisou exatamente essa mudança entre os sonhos de criança e as escolhas profissionais na vida adulta. A pesquisa revelou dados curiosos sobre as profissões mais desejadas pelas crianças e mostrou quantas pessoas realmente conseguiram transformar esses sonhos em realidade.

A seguir, você pode conferir os principais destaques desse levantamento.

As profissões mais sonhadas na infância

A engenharia aparece como a profissão mais desejada pelas crianças no mundo, com 7,7% das preferências.
Imagem: Freepik

Contrariando a imagem tradicional de bombeiros e bailarinas, o cenário atual mostra novas aspirações. A pesquisa, que ouviu mais de 8 mil pessoas em 15 países, apontou que a carreira de engenheiro é a mais desejada pelas crianças ao redor do mundo, com 7,7% das menções. Esse resultado é fortemente influenciado pelo prestígio da profissão em países como a Índia.

Logo em seguida, aparecem profissões que unem técnica e aventura, como piloto de avião ou helicóptero (7%). A área da saúde também mantém seu lugar de destaque, com médico ou enfermeira sendo o sonho de 6,7% dos entrevistados, seguida de perto pela carreira de cientista, com 6,2%.

A lista das 10 profissões mais sonhadas globalmente inclui:

  1. Engenheiro (7,7%)
  2. Piloto de avião ou helicóptero (7%)
  3. Médico, enfermeira (6,7%)
  4. Cientista (6,2%)
  5. Professor (5,8%)
  6. Advogado (3,9%)
  7. Escritor, jornalista (3,7%)
  8. Astronauta (3,2%)
  9. Veterinário (3%)
  10. Atleta olímpico ou profissional / Ator (2,7% cada)

Realidade no Brasil

No Brasil, a distância entre o sonho de infância e a carreira adulta é ainda mais evidente. Segundo o levantamento, 77% dos brasileiros não seguiram a profissão que desejavam quando crianças. Isso significa que apenas 23% transformaram o desejo infantil em realidade profissional ou atuam em uma área correlata.

As aspirações dos pequenos brasileiros, embora sigam tendências globais, têm suas particularidades. A carreira de médico lidera, sendo o sonho de 26% dos entrevistados. Em seguida, vêm professor (17%) e policial (15%). A lista de desejos nacionais também inclui veterinário (13%), atleta (11%), artista ou ator/atriz (10%), jogador de futebol (9%) e engenheiro (9%).

Entre o sonho e a profissão: fatores de decisão

A maioria das pessoas acaba mudando de rumo profissional ao longo da vida, apenas 8,9% dos participantes afirmaram ter seguido exatamente a carreira que desejavam quando crianças. De acordo com a pesquisa, o principal motivo para essa mudança, citado por 43,5% dos entrevistados, é a descoberta de novos interesses durante o processo de amadurecimento. Com o tempo, surgem novas paixões, habilidades e oportunidades que não eram percebidas na infância, o que acaba redirecionando as escolhas de carreira.

Por outro lado, entre aqueles que conseguiram realizar o sonho de infância, alguns fatores se mostraram decisivos. O apoio de familiares e amigos aparece como o mais importante, sendo mencionado por 31% dos profissionais que hoje atuam na área que sempre desejaram. Além disso, outros elementos também contribuíram para esse resultado, como o talento natural para a profissão (18%), a oportunidade de ingressar cedo no mercado de trabalho (16%) e o acesso a bons recursos educacionais e formação de qualidade (15%).

Mesmo entre aqueles que seguiram caminhos diferentes dos que imaginaram quando crianças, esses sonhos tiveram um papel importante. Muitas vezes, eles ajudam a formar interesses, valores e motivações que permanecem na vida adulta. Características como o desejo de cuidar de pessoas, criar, ensinar ou solucionar problemas continuam presentes e podem se manifestar em diferentes profissões.

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