Segundo informações de bastidores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) deve se encontrar com outros membros da área econômica nos próximos dias para debater um tema polêmico: a taxação de produtos importados. O assunto vem gerando muita repercussão nas redes sociais, sobretudo por causa da possibilidade de impacto nos preços de produtos da Shein.
Hoje, a avaliação dentro do ministério da Fazenda é que o estabelecimento de uma nova alíquota para as cobranças será muito necessário para recompor a arrecadação do governo federal neste ano de 2024. Mas o tamanho desta cobrança é que ainda está causando ruídos internos.
O tamanho da nova taxação da Shein
Dentro do Ministério da Fazenda a opção que está mais próxima de ser concretizada é a de 20%, ou seja, os produtos de sites estrangeiros poderiam ter uma alíquota federal de 20%, e este aumento certamente seria repassado ao consumidor no final das contas.
O martelo ainda não está oficialmente batido, mas o aumento já é dado como certo dentro do governo federal. Ainda não se sabe, no entanto, quando esta nova indicação poderia começar a valer:
Como funciona hoje?
Hoje, as empresas que entram no sistema do Remessa Conforme, como é o caso da Shein, passam a ficar livres da necessidade de cobrança de impostos federais para produtos que custam menos do que US$ 50. A partir deste valor, há incidência do imposto de importação, e também do ICMS estadual.
Como pode ficar?
A ideia do governo federal para este ano de 2024 é aplicar uma taxação também para os produtos que custam menos do que US$ 50. Assim, independente do valor que está sendo cobrado pela mercadoria, o cliente teria que pagar tanto o imposto de importação federal (com alíquota de 20%), como também o ICMS estadual.
O que disse Haddad
A última vez que o ministro Fernando Haddad falou publicamente sobre o assunto foi no final do mês de dezembro. Na ocasião, ele não negou que uma nova alíquota sobre produtos importados esteja em discussão dentro do Ministério da Fazenda.
De uma maneira geral, Haddad disse que o debate ainda está acontecendo, e a decisão será anunciada quando o tema estiver “amadurecido”.
“Não há uma decisão ainda por parte do governo sobre isso (a alíquota do imposto federal). A decisão de rever o imposto de importação não foi tomada. Nós tivemos um aumento de arrecadação do e-commerce por conta do Remessa Conforme, programa que corrigiu algumas distorções”, disse o Ministro.



