Uma operação em São Paulo surpreendeu trabalhadores e passageiros do Aeroporto de Congonhas em plena manhã. O caso envolve um piloto experiente que estava no comando de um voo regular, mas acabou sendo detido ainda na cabine, antes da decolagem.
Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil paulista, o piloto da Latam, Sérgio Antônio Lopes, 60 anos, foi preso no dia 9 de fevereiro de 2026, acusado de chefiar por oito anos uma rede de abuso e exploração sexual infantil. O flagrante aconteceu pouco antes do embarque para o Rio de Janeiro, no voo LA3900.
Entenda como a operação identificou a rede de exploração
O DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, coordenou a chamada Operação Apertem os Cintos. As investigações revelaram que o piloto levava crianças e adolescentes a motéis usando documentos falsos. Ele atuava em conjunto com uma mulher de 55 anos, também presa, apontada como responsável por aliciar e oferecer as netas, com idades entre 10, 12 e 14 anos.
Segundo os policiais, os crimes tinham divisão clara de funções: a mulher abordava as menores, encaminhava ao piloto, que pagava para explorar sexualmente as vítimas. A Justiça expediu mandados de prisão temporária para ambos e oito mandados de busca e apreensão na capital e na cidade de Guararema, onde Lopes residia.
Impacto para a companhia aérea e funcionamento do aeroporto
Em nota oficial, a Latam declarou repúdio a qualquer ação criminosa e informou que abriu investigação interna, além de colaborar com as autoridades. Apesar do ocorrido, o voo operou normalmente e não houve impacto nas demais operações do Aeroporto de Congonhas, segundo posicionamento da Aena, administradora do terminal.

O que diz a polícia sobre o caso
A delegada responsável afirmou que as provas reunidas apontam para uma estrutura organizada de exploração infantil, indicando habitualidade e conduta coordenada. As investigações também apuram indícios de favorecimento da prostituição e estupro de vulnerável. A defesa do acusado não foi encontrada pela imprensa até o momento.
Casos semelhantes aumentam alerta para crimes sexuais
A prisão do comandante reacende debates sobre segurança, fiscalização e o papel das companhias em monitorar comportamentos suspeitos entre seus profissionais. O episódio não tem relação com outros casos recentes de piloto é preso por embriaguez ao volante, crime de trânsito ou condução perigosa, mas reforça atenção para responsabilidade de empresas e autoridades.
Perguntas Frequentes
Qual era a função do piloto preso em Congonhas?
Ele era comandante da aeronave e se preparava para voar entre São Paulo e Rio de Janeiro pela Latam quando foi detido por envolvimento em rede de exploração infantil.
Como a polícia chegou ao nome do piloto?
As investigações identificaram o suspeito após monitoramento de atividades, depoimentos e obtenção de provas que mostravam contato com menores e participação ativa no esquema.
A Latam tomou alguma providência após a prisão?
A companhia confirmou abertura de apuração interna, cooperação integral com a polícia e reiterou sua política de tolerância zero a condutas ilícitas.
As operações do aeroporto foram afetadas?
Não houve impacto nas operações aeroportuárias, segundo a administração do terminal. O voo em questão partiu normalmente com outro comandante.
Existe relação deste, caso com outros crimes de trânsito envolvendo pilotos?
Não. O episódio envolve investigação de crimes sexuais, diferente das situações em que piloto é preso por embriaguez ao volante ou por infrações no trânsito.














