Um novo capítulo envolvendo Suzane agita a sucessão de Miguel Abdalla Neto. Atos considerados irregulares na casa do tio e uma lista de bens subtraídos aumentam o risco de sua liberdade. Veja o que a investigação já apontou e o que pode acontecer nos próximos dias.
Suzane vira alvo da Polícia Civil após morte do tio
Suzane von Richthofen voltou ao centro das atenções depois que a Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito por suposto furto de bens da residência do seu tio, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto em janeiro de 2026.
Segundo apuração do jornal O Globo, a investigação começou após Sílvia Magnani, prima e co-herdeira, registrar boletim de ocorrência relatando o desaparecimento de diversos objetos valiosos do imóvel logo após a morte de Miguel.
A lista entregue por Sílvia à polícia inclui móveis em cerejeira, máquina de lavar, máquina de secar roupas, obras de arte, peças de cerâmica, itens de estanho, roupas, brinquedos, coleções de bonecas raras, CDs, discos de vinil, além de um carro Subaru avaliado em R$ 200 mil.
Itens retirados clandestinamente e disputa familiar acirrada
Tanto Suzane quanto Sílvia disputavam a posse das chaves do imóvel após a morte do médico. Nenhuma conseguiu acesso imediato, mas no dia seguinte, um homem encapuzado entrou e retirou alguns documentos, acirrando o clima entre as herdeiras.
O esvaziamento da casa prosseguiu nos dias seguintes, relatado por Sílvia como progressivo e sem autorização legal.
Resposta de Suzane e justificativa para levar o veículo
Em depoimento, Suzane admitiu ter retirado o Subaru da garagem, alegando intenção de preservar o patrimônio, pois acredita que terá direito à herança no futuro. Entretanto, a ação sem respaldo judicial passou a integrar o inquérito policial recém-aberto.

Investigação e risco de nova prisão
Os investigadores pretendem ouvir Suzane para esclarecer por que entrou no imóvel e retirou objetos sem autorização judicial, chegando até a chumbar o portão da casa.
Caso confirmem o furto, ela poderá perder o regime aberto e retornar à prisão por violação das regras do benefício. Suzane cumpria pena pelo envolvimento nas mortes de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.
Vitória cível temporária: Suzane nomeada inventariante
Apesar das suspeitas de furto, Suzane conquistou uma das posições mais importantes na disputa patrimonial. Ela foi nomeada inventariante do espólio de Miguel, com patrimônio estimado em aproximadamente R$ 5 milhões.
Esse cenário torna a disputa ainda mais delicada e transforma qualquer movimentação em potencial embate judicial, especialmente com Sílvia questionando na Justiça a sua capacidade de preservar o patrimônio familiar.
Partilha de bens e ausência de testamento aumentam tensão
Além de Sílvia, outro herdeiro seria Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, que até agora não manifestou interesse no processo. O conflito intensificou-se, pois Miguel não deixou testamento registrado, obrigando abertura de inventário litigioso.
Entre as alegações contra Suzane, Sílvia cita a ausência em momentos de luto familiar e a inadimplência de taxas do túmulo dos pais, apontando suposta falta de cuidado com o patrimônio.
Passos seguintes na investigação policial
Com o depoimento detalhado de Sílvia e a relação dos bens desaparecidos em mãos, a polícia buscará esclarecer quem realizou as remoções e se houve crime antes da definição judicial acerca da administração e da guarda do patrimônio.
Caso o inquérito resulte em indiciamento, a liberdade de Suzane pode ser revogada e ela voltaria para o sistema prisional. Quer ficar por dentro de todas as atualizações sobre o caso? Então acompanhe diariamente o Radar Notícias Concursos para mais informações.














