Sexta-feira 13 desperta preocupações até entre quem finge não acreditar em superstição. Mas quais comportamentos as lendas realmente proíbem nesse dia?
A origem da fama de azar em torno da sexta-feira 13 mistura narrativas religiosas, históricas e culturais. Histórias cristãs associam o número 13 ao infortúnio pela presença de Judas como o 13º na Última Ceia, além de o dia da crucificação de Jesus ter sido uma sexta-feira.
Sexta-feira 13: O que as lendas e tradições afirmam?
Lendas populares afirmam que acontecimentos bíblicos trágicos ocorreram em sextas-feiras 13: o fruto proibido de Adão e Eva, o primeiro assassinato entre irmãos (Caim e Abel) e a destruição do Templo de Salomão.
Pela tradição nórdica, um banquete entre deuses teria terminado em tragédia após a chegada do décimo terceiro convidado, Loki, semeando a crença de que reuniões com treze pessoas trazem má sorte. Em antigas versões da mitologia europeia, a deusa Frigga e bruxas lançariam maldições, especialmente às sextas-feiras.
Superstições: O que evitar segundo o folclore
- Evitar cruzar com gato preto: em culturas ocidentais, associa-se o animal ao azar, principalmente na sexta-feira 13.
- Não passar debaixo de escada: acredita-se que o azar é multiplicado quando feito nesta data específica.
- Não quebrar espelhos: quebrar um espelho já traria sete anos de azar, se acontecer na sexta-feira 13, muitos acreditam em consequências ainda piores.
- Evitar cortar unhas ou cabelo: misticismo recomenda adiar cortes para depois do dia 13.
- Levantar com o pé direito: diz-se que levantar com o esquerdo, nesta data, amplia as energias negativas.
- No Brasil: bater três vezes na madeira para afastar má sorte na sexta-feira 13 se mantém popular, apesar de ter origem desconhecida.
- Não deixar cair escova ou pente: misticismo indica que deixar objetos de uso pessoal caírem pode atrair azar extra.
- Evitar negócios importantes: nos Estados Unidos, é comum não fechar contratos, viagens ou casamentos neste dia.

Influência cultural: Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia
Enquanto a sexta-feira 13 se associa ao azar em países ocidentais, na Espanha e países latino-americanos herdeiros da colonização espanhola, o temor recai sobre a terça-feira 13. Lá, recomenda-se não casar nem viajar neste dia. Uma fobia com nome próprio, “trezidavomartiofobia”, se refere ao medo irracional da terça-feira 13.
Na China, não existe ligação prática com esta data, mas dias considerados de azar e o número 4 (“sì”, semelhante a “morte” em chinês) são amplamente evitados em ambientes domésticos, edifícios e placas de carro.
Sexta-feira 13 e o número do azar nos Estados Unidos
Nos EUA, muitos prédios omitem o 13º andar e hotéis evitam quartos com esse número. Na cultura popular, filmes de terror e discussões midiáticas reforçam o clima de temor que cerca a sexta-feira 13, principalmente entre jovens.
Curiosidades e mitos históricos sobre o dia
- Livro influente: “Friday, the Thirteenth”, de Thomas Lawson, ajudou a consolidar o medo moderno ao narrar um cenário de colapso financeiro exatamente nesta data.
- Ordem dos Templários: Em 1307, o rei Felipe IV da França ordenou a prisão dos membros da ordem em uma sexta-feira, 13 de outubro, aumentando a aura de tragédia do número.
Mesmo sem comprovação científica, sexta-feira 13 continua servindo de desculpa para evitar passos ousados ou justificar eventuais contratempos. As superstições da sexta-feira 13 se mantêm vivas no imaginário coletivo até 2026 e além.
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