Se você ficou revoltado com a história do cão Orelha e quer saber o que realmente acontece com o adolescente envolvido, não está sozinho.
Muita gente se pergunta: “Essa internação tem efeito? O que existe de diferente em um Centro de Atendimento Socioeducativo (Case)?” Segue lendo porque a resposta surpreende!
Nada mais frustrante do que ver casos de maus-tratos a animais e ter a sensação de que nada acontece. Esse sentimento mobilizou manifestações e cobrou respostas das autoridades em Santa Catarina. Mas, afinal, onde fica um adolescente envolvido num crime tão grave? E por quanto tempo?
A boa notícia é que existe um sistema pensado justamente para situações graves de adolescentes — e, mesmo que muita gente nem saiba como funciona, isso pode fazer toda a diferença no caso Orelha. Vem ver!
Por dentro do sistema: o que é o Case e por que ele existe?
O segredo desse tipo de internação está no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao contrário do que muita gente imagina, não é uma “prisão comum”.
Segundo especialistas, o Case atua como um centro de reeducação — com rotina rígida, acompanhamento psicológico e possibilidade de mudar o rumo de quem foi levado à justiça por crimes graves.
Isso acontece porque a ideia principal é proteger a sociedade e, ao mesmo tempo, tentar reconstruir laços familiares e sociais do jovem. Por lei, o tempo de permanência é indefinido e a cada seis meses a equipe do Case reavalia se o adolescente ainda precisa ficar lá.
No Caso Orelha, a repercussão enorme e a brutalidade do episódio pesaram para a internação — é a resposta mais dura prevista quando o envolvido é menor de idade.
Como funcionam essas “prisões” para adolescentes
- Centro de Atendimento Socioeducativo (Case)
- Equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, educadores)
- Regras rígidas de comportamento e rotina diária
- Atividades escolares e de formação técnica
- Espaços controlados e restritos (sem liberdade total de circulação)

Internação: passo a passo no caso Orelha
- Encaminhamento: Assim que a decisão judicial sai, a equipe aciona o Case de Florianópolis ou outra unidade com vaga.
- Chegada e adaptação: O jovem passa por triagem, avaliação psicológica e recebe orientações sobre as regras dentro do centro.
- Rotina rígida: Dias com horários marcados para acordar, estudar, fazer refeições, atividades físicas e terapias.
- Vigilância constante: A equipe fica atenta a qualquer tentativa de desrespeitar regras ou de fugir.
- Reavaliação semestral: A cada seis meses, psicólogos e assistentes analisam se o adolescente já pode voltar à família ou se ainda representa risco.
- Saída gradual: Quando há progresso, pode ser permitida a saída acompanhada para reintegração social, sempre com supervisão rígida.
Dica extra: sabia que não é prisão comum?
Mesmo com grades, o foco não é punir, mas mudar o comportamento. As famílias também passam por acompanhamento. E caso o jovem cometa novas infrações durante o tempo no Case, ele pode receber novas medidas — até completar 21 anos.
Por quanto tempo o adolescente pode ficar lá?
A internação não tem tempo fechado — pode durar meses ou até três anos, dependendo das avaliações. Em cada caso, a decisão leva em conta o risco, o histórico e a evolução do adolescente.
Pronto! Agora você já entende onde o adolescente do caso Orelha vai ficar e como funciona esse tipo de internação.
Acesse a página inicial do portal Radar para conferir outros temas.















Será que vai ser cumprida essa decisão, ou,é, só, uma,satisfação para a sociedade?