Já percebeu que, nos mapas de voos pelo mundo, parece que o Tibete está sempre com o céu vazio? Mesmo com tantos trajetos ligando grandes cidades asiáticas, quase nenhum avião passa por lá. Curioso, né?
Descubra agora por que as companhias aéreas fogem dessa rota — e como isso tem tudo a ver com segurança (e até temperatura do combustível!). Vem ver!
O segredo dos céus vazios: altitude extrema faz toda diferença
Pouca gente sabe, mas o segredo está na combinação de altitude absurda, montanhas e frio extremo. O planalto tibetano fica em média a mais de 4.500 metros de altura — quase cinco vezes mais alto que muitas cidades brasileiras.
Agora imagina um avião precisando descer de emergência por ali… Não tem aeroporto próximo nem altitude segura para uma parada rápida. Isso pode representar um desafio enorme em caso de imprevisto.
Ainda assim, surge a dúvida: por que rotas internacionais, que poderiam atravessar o Tibete, preferem sempre contornar pelo sul ou pelo norte?
O desafio da altitude elevada e a descida de emergência
O principal fator técnico está na altitude média do terreno. Em regiões comuns, procedimentos de emergência — como despressurização da cabine — exigem que a aeronave desça rapidamente para cerca de 3.000 metros (10 mil pés), altitude considerada segura para respiração sem oxigênio suplementar por muito tempo.
No entanto, com o solo do Tibete acima dos 4.500 metros, não é possível atingir com segurança essa altitude mínima antes que o estoque de oxigênio para passageiros e tripulantes se esgote.
Além disso, a escassez de aeroportos alternativos agrava o problema. Caso um avião precise alternar e pousar em uma emergência, as opções de locais apropriados com infraestrutura são bastante limitadas, aumentando o risco envolvido nessa operação.
Turbulência nas alturas: como o relevo do Tibete afeta os voos

Imagem: Pixabay
Zonas montanhosas como o Tibete são ambientes ideais para turbulências intensas e inesperadas. O motivo? As correntes de ar, ao colidirem com montanhas tão elevadas, movimentam-se abruptamente na vertical, criando zonas de instabilidade.
Esse cenário pode tornar a travessia da região desconfortável e, em casos extremos, perigosa para passageiros e tripulação.
Risco de congelamento do combustível: uma ameaça real
Outro ponto técnico pouco divulgado refere-se à temperatura severamente baixa nas grandes altitudes do Tibete. Nessas altitudes, próximas ao solo e ainda mais acima, o frio intenso pode fazer com que o combustível do avião (tradicionalmente do tipo Jet A1) alcance seu ponto de congelamento, que é por volta de -47°C.
O congelamento do combustível pode desencadear falhas nos motores, colocando toda a operação em risco, como já ocorreu em incidentes no passado.
O que acontece nas raras exceções?
Até existem voos regionais para aeroportos como Lhasa, mas são rotas curtas, com aviões e tripulações treinados especialmente para o terreno. Já atrever-se a sobrevoar os Himalaias, só com preparo acima do comum!

Imagem: Radar NC
No Butão, por exemplo, só oito pilotos têm autorização para o pouso no aeroporto de Paro, cercado por montanhas gigantes.
Quem ama aviação vai pirar com isso:
- O Jet A1, combustível padrão de aviação, começa a congelar em -47°C.
- Em 2008, um voo da British Airways quase caiu quando o combustível congelou (pesquise pelo caso do Voo 38 de Londres).
- O Tibete tem só cerca de 0,2% da população chinesa, por isso o movimento aéreo já é naturalmente baixo.
- Quer comparar essa situação com outras regiões? Veja este mapa de voos no site Flightradar24.
Pronto! Agora você nunca mais vai olhar pro mapa de voos da mesma forma
O motivo dos aviões evitarem o Tibete não tem mistério: segurança em primeiro lugar. Combinação de montanhas imensas, poucos aeroportos e clima extremo desanima até piloto experiente! Experimente acompanhar ao vivo nos aplicativos — e compartilhe essa curiosidade com alguém. Aposto que vai surpreender!
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