O Brasil fechou 2025 com 103 milhões de pessoas ocupadas e taxa de desemprego de 5,6% — ambos recordes históricos, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
O rendimento médio do trabalhador também bateu recorde: R$ 3.560 por mês, com alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Para quem está na faixa dos 40 anos e pensa em mudar de profissão, o cenário é favorável.
Os cursos técnicos, com formações de 18 a 24 meses e sem exigência de diploma universitário, têm se mostrado um dos caminhos mais procurados para essa transição. Recomeçar a carreira depois dos 40 virou estratégia — não improviso.
Profissionais acima dos 40 anos encontram boas oportunidades em áreas com formação de curta ou média duração, certificações e atualização constante. Setores como saúde, indústria, infraestrutura, serviços e tecnologia mantêm demanda por mão de obra qualificada, e não dão sinais de desaceleração.
Nesses campos, a maturidade, a disciplina e a capacidade de lidar com pressão se tornam diferenciais reais. Diferente do que muitos imaginam, a idade não é um obstáculo.
Pelo contrário: empresas de diversos segmentos relatam preferência por profissionais com mais experiência para funções que exigem responsabilidade e tomada de decisão.
O técnico em enfermagem atua em hospitais, clínicas, laboratórios, unidades públicas de saúde e atendimento domiciliar. O curso tem duração de cerca de 18 a 24 meses e exige registro no conselho de classe para exercício da profissão.
A renda pode ser ampliada com plantões, adicional noturno e horas extras. Para quem tem mais de 40 anos, a maturidade emocional se transforma em vantagem no cuidado com pacientes em situações de pressão, algo que o mercado de saúde valoriza bastante.
Com o envelhecimento da população brasileira e a expansão da rede de atendimento, essa é uma das carreiras técnicas com demanda mais consistente no país.
O técnico em eletrotécnica trabalha com projetos, instalações e manutenção de sistemas elétricos residenciais, comerciais e industriais. A atuação abrange obras, empresas de energia e manutenção predial.
O diferencial dessa profissão está na possibilidade de ganhos maiores para quem atua como autônomo ou em contratos especializados. Profissionais com boa reputação e carteira de clientes conseguem rendimentos acima da média do mercado técnico.
A formação em eletrotécnica dura em média dois anos e abre portas para um setor com demanda constante em praticamente todas as regiões do Brasil.
Na área de tecnologia, algumas funções permitem ingresso sem faculdade, desde que o profissional tenha boa base prática e mantenha estudo contínuo.
O técnico em suporte de TI cuida de computadores, redes e sistemas. Pode atender empresas de diversos setores, provedores de internet ou até construir uma carteira de clientes próprios. A formação é acessível e pode ser feita em cursos de curta duração.
Outra porta de entrada é a programação. Com cursos intensivos e trilhas online, é possível começar trabalhando com HTML, CSS, JavaScript e frameworks.
A área favorece o trabalho remoto, o que permite uma transição gradual de uma profissão para outra — sem precisar abandonar a renda atual de uma vez.
O setor industrial segue como um dos que mais absorvem profissionais com formação técnica. Duas áreas se destacam pela remuneração e pela estabilidade.
Esse profissional mantém máquinas, linhas de produção e equipamentos em operação. Indústrias de alimentos, metalurgia, logística e outros segmentos oferecem bons salários, especialmente em grandes plantas industriais e em turnos diferenciados.
O técnico em refrigeração e climatização instala e mantém sistemas de ar-condicionado, câmaras frias e equipamentos industriais.
A demanda é constante em residências, comércios e empresas, com possibilidade de trabalho autônomo e aumento de ganhos em períodos de calor — quando o volume de chamados cresce de forma considerável.
Para escolher a profissão técnica certa, o ideal é avaliar afinidades pessoais, condição física, rotina familiar, mercado local e qualidade dos cursos disponíveis. Cada área tem seus contextos próprios — hospitais, indústrias, escritórios, atendimento externo ou trabalho remoto.
Alguns pontos ajudam na decisão e no planejamento da transição de carreira:
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Assista ao vídeo abaixo e saiba as 5 carreiras que não precisam de diploma e oferecem salários acima de R$ 10 mil: