A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (27), a suspensão imediata da venda, fabricação, distribuição, propaganda e uso de cinco suplementos alimentares.
Os suplementos atingidos são da marca Alwaysfit, inclusive itens da linha Curcumais, bastante conhecidos entre consumidores que buscam melhorar o sono ou aliviar dores musculares.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e afeta todos os lotes dos produtos. O motivo: eles estavam sendo vendidos com indicação de uso sublingual, o que exige uma avaliação de segurança específica, algo que não foi feito pela empresa.
Mas, afinal, quais foram os produtos suspensos pela Anvisa nesta semana? Esta certamente é uma dúvida que ronda a cabeça de milhares de brasileiros neste momento.
Segundo as informações da própria Anvisa, a decisão abrange os seguintes suplementos:
Todos eles estavam sendo divulgados com promessas de alívio de dores, melhora na qualidade do sono e apoio ao trato urinário, o que, somado à forma de administração sublingual, acendeu o alerta da Anvisa.
Se você costuma usar suplementos de alguma das marcas acima pode se perguntar o que teria motivado essa decisão da Anvisa.
Segundo a agência, os suplementos alimentares precisam seguir regras específicas, com limites de ingredientes e dosagens seguras para uso oral.
Quando há indicação de uso sublingual, é necessária uma avaliação adicional, pois o modo de absorção é diferente e os efeitos no organismo podem variar.
A Alwaysfit não apresentou essa validação técnica, o que representa um risco à saúde pública.
Por isso, além da suspensão, foi determinado o recolhimento dos produtos que já foram distribuídos ao mercado.
Procurada por diferentes veículos de imprensa, a Always Fit Suplementos Alimentícios Ltda, com sede no Paraná, confirmou a decisão da Anvisa e declarou já ter feito as adequações exigidas.
A empresa informou que a notificação da Anvisa se refere apenas à menção ao uso sublingual, e disse que não há questionamentos quanto à composição ou segurança dos ingredientes.
A empresa seguiu afirmando que os produtos seguem à venda com uso oral tradicional ou diluídos em água, conforme determina a regulamentação, e que os suplementos continuam sendo comercializados em frascos com conta-gotas, mas agora sem qualquer referência ao uso sublingual.
Já a Anvisa segue reforçando que suplementos não devem ser tratados como medicamentos, e que qualquer forma de administração fora da ingestão tradicional exige validação técnica rigorosa.
Consumidores que já adquiriram os produtos devem consultar o canal de atendimento da empresa para orientação sobre o recolhimento.
Desde o início de 2024, o governo federal intensificou a fiscalização sobre o mercado de azeites no Brasil. O resultado? Lotes de 38 marcas foram proibidos ou tiveram a comercialização completamente suspensa por suspeita de irregularidades e riscos à saúde do consumidor.
A repressão à fraude teve como protagonistas o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Só entre novembro e dezembro de 2024, por exemplo, mais de 31 mil litros de azeite foram apreendidos em operações pelo país.
A seguir, confira as informações organizadas por listas oficiais de marcas vetadas por cada órgão e dicas de como se proteger de produtos falsificados.
Abaixo, você pode conferir a lista completa e atualizada de marcas de azeite que foram proibidas pela Anvisa, também levando em consideração as decisões tomadas desde 2024
| Marca | Data de divulgação |
| Belo Porto | ago/24 |
| Casa do Azeite | ago/24 |
| Castelo de Viana | ago/24 |
| Miroliva | ago/24 |
| San Martin | ago/24 |
| Terrasa | ago/24 |
| Vale do Madero | ago/24 |
| Villas Boas | ago/24 |
| Villas Portugal | ago/24 |
| Cordilheira | set/24 |
| Serrano | set/24 |
| Alonso | mai/25 |
| Quintas D’Oliveira | mai/25 |
| Almazara | mai/25 |
| Escarpas das Oliveiras | mai/25 |