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Profissão de arteterapeuta pode ganhar regulamentação no Brasil

Entenda os impactos da aprovação do PL 4.815/2024

Publicado por
Lara Lorrane

A profissão de arteterapeuta está prestes a alcançar um marco importante no país. Com a recente aprovação do projeto de lei 4.815/2024 na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a atividade pode, em breve, ser regulamentada oficialmente.

Esse avanço representa o reconhecimento do papel da arteterapia como prática vital para a promoção da saúde mental, emocional e física por meio da expressão artística. O projeto espera apenas a sanção presidencial, transformando expectativas antigas em realidade para quem atua nesse campo. Para saber mais detalhes, continue a leitura a seguir!

O que prevê a regulamentação da arteterapia

A proposta aprovada estabelece parâmetros claros sobre quem poderá exercer a função de arteterapeuta. O texto define critérios mínimos de formação, prevendo cursos específicos e requisitos de qualificação que valorizam a atuação ética e científica na área.

Além disso, caberá à legislação definir qual órgão será responsável pela fiscalização da atividade, garantindo segurança tanto para profissionais quanto para os beneficiários dos serviços.

Por que a regulamentação é importante para a arteterapia?

Com a formalização da profissão, a arteterapia passará a receber maior respaldo institucional, fortalecendo seu papel dentro das práticas integrativas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade, já reconhecida nas políticas públicas de saúde, poderá contar com um protocolo específico, o que facilita a contratação de arteterapeutas e o acompanhamento rigoroso dos serviços prestados.

Valorização dos profissionais

A regularização aumenta a valorização da carreira, criando novas oportunidades de mercado e perspectivas para aqueles que atuam ou desejam atuar na área. Estabelecer critérios nacionais padronizados é fundamental para a construção de uma identidade profissional sólida, protegendo tanto os terapeutas quanto o público atendido.

Papel da arteterapia na saúde pública

Desde 2017, a arteterapia integra as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) do SUS, colaborando na reabilitação física, inclusão social e apoio a pacientes em sofrimento psíquico. O reconhecimento oficial da atividade tende a ampliar seu acesso, promovendo tratamentos mais humanizados e adequados às necessidades da população.

Atuação em diferentes contextos

Arteterapeutas atuam em hospitais, clínicas, escolas e projetos sociais, desenvolvendo atividades de desenho, pintura, música, teatro e outras expressões artísticas como ferramentas de cuidado. Os benefícios incluem o estímulo ao autoconhecimento, auxílio no tratamento de traumas, depressão, ansiedade e facilitação de processos educativos e sociais.

O que diz o senador Nelsinho Trad sobre a iniciativa

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), relator do projeto, destaca que a aprovação preenche uma lacuna até então presente na legislação brasileira. Segundo ele, “ao incorporar a arteterapia ao arcabouço normativo, o Poder Legislativo reforça o compromisso com estratégias inovadoras e humanizadas de cuidado, capazes de ampliar a eficácia dos serviços oferecidos.”

Entenda quais profissionais poderão atuar com arteterapia! Imagem: Notícias Concursos

Critérios para exercício e fiscalização da profissão

Pela proposta, será considerado exercício ilegal da função a atuação de pessoas que não cumpram as exigências em lei. A regulamentação também deve detalhar os critérios para reconhecimento dos cursos de formação e a atuação do órgão fiscalizador. Isso reduz riscos para a sociedade e fortalece a confiança nos tratamentos oferecidos.

Quem poderá exercer a arteterapia?

A atuação será limitada a quem apresentar qualificação adequada, prevista na futura lei e em regulamentação específica. Assim, profissionais já atuantes e novos interessados precisarão se adequar aos requisitos legais, promovendo maior qualidade e segurança nos atendimentos.

A possibilidade de regulamentação da arteterapia não representa apenas uma conquista para seus profissionais, mas também um grande passo para a valorização da saúde integral e humanizada no Brasil.

Você acredita que a formalização pode estimular ainda mais o acesso a abordagens inovadoras de cuidado? Para conhecer mais sobre outras profissões, continue navegando no portal Notícias Concursos e assista ao vídeo a seguir!