O início de cada ano traz à tona uma inquietação comum entre aposentados e pensionistas vinculados ao INSS: embora o 13º salário seja amplamente conhecido, poucos dominam os detalhes que separam sua primeira da segunda parcela. O que exatamente muda entre um depósito e outro, e como isso pode impactar o valor disponível na conta?
Entender o funcionamento do pagamento extra anual pode ser fundamental para quem depende dos benefícios previdenciários, principalmente com os recentes reajustes nos valores, o que torna as dúvidas ainda mais frequentes. Confira a seguir tudo o que é importante sobre o abono em 2026.
O 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) consiste em um abono anual pago a quem recebe benefícios previdenciários concedidos após contribuição ao Regime Geral da Previdência Social. Ele se assemelha ao 13º de trabalhadores regidos pela CLT, porém, é destinado especificamente aos beneficiários do INSS.
O abono tem como objetivo complementar a renda dos segurados e segue regras específicas quanto ao cálculo, descontos e calendário de pagamento.
Recebem o 13º do INSS as pessoas que, ao longo do ano, têm direito a algum dos seguintes benefícios:
Beneficiários de prestações assistenciais (como o BPC – Benefício de Prestação Continuada) não recebem o 13º salário, por não ser considerado benefício previdenciário contributivo.
Os valores pagos pelo INSS, incluindo o 13º salário, foram atualizados em 2026. Como o salário mínimo subiu de R$ 1.518 para R$ 1.621, o piso nacional acompanhou esse reajuste. Com a publicação da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, em janeiro, o teto previdenciário também foi atualizado para R$ 8.475,55, após reajuste de 3,90% nos benefícios acima do salário mínimo.
Esses novos valores influenciam diretamente a base de cálculo do 13º salário: quanto maior o benefício mensal, maior será o valor das parcelas do abono anual.
A distinção entre a primeira e a segunda parcela está principalmente no valor líquido recebido em cada etapa. Confira:
O Imposto de Renda só é descontado de quem não se enquadra na isenção (até R$ 5.000).
O cálculo do 13º salário do INSS divide o valor base do benefício mensal em duas parcelas. Se o benefício foi recebido integralmente durante o ano, será concedido o valor total. Caso o direito tenha começado ao longo do ano, depois de janeiro, o valor é proporcional ao tempo de recebimento, calculado a partir do mês de concessão.
Exemplo: aposentadoria concedida em julho dá direito a receber metade do 13º calculado sobre seis meses, e não sobre os doze meses do ano.
Embora a publicação do calendário 2026 ainda esteja pendente, há uma tendência de manutenção do modelo utilizado nos últimos anos, com adiantamento dos pagamentos para o período entre abril e junho. Na ausência de antecipação, o calendário tradicional prevê depósitos em agosto e novembro.
Além disso, vale ressaltar que o pagamento é realizado de forma automática, junto ao benefício mensal, sem necessidade de solicitação extra por parte do beneficiário.
O INSS efetua o pagamento automaticamente conforme o calendário vigente, sempre na mesma conta utilizada para o recebimento do benefício convencional. O beneficiário pode consultar detalhes e o extrato completo pelo aplicativo Meu INSS ou pelo site oficial Meu INSS.
Para dúvidas, o telefone 135 também está disponível para atendimento.
As regras do 13º do INSS e outros temas relacionados à Previdência podem sofrer atualizações ao longo do tempo. Para não perder novidades, ajustes nos calendários ou mudanças em requisitos, acesse Notícias Concursos e informe-se.
Assista ao vídeo abaixo e veja o que já se sabe sobre o 13° salário do INSS neste ano: