O ano de 2026 trouxe uma surpresa positiva para quem recebe benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): muitos segurados vão ver a primeira parcela do 13° salário do INSS ultrapassando R$ 4 mil, graças ao reajuste de 3,9%.
Para quem depende da aposentadoria ou pensão, essa notícia representa uma oportunidade de planejar melhor as finanças.
Mas por que esse aumento está acontecendo agora? Entenda, neste conteúdo, como o reajuste impacta o 13° salário, quais são os novos valores e o que muda na prática para milhões de brasileiros.
Em 2026, o reajuste dos benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) trouxe mudanças importantes para aposentados, pensionistas e demais segurados.
O salário mínimo nacional subiu para R$ 1.621, representando um aumento de 6,79%. Já para quem recebe acima desse valor, o reajuste aplicado foi de 3,9%, conforme a Portaria Interministerial MPS/MF Nº 13 – válida desde 1º de janeiro deste ano.
Este percentual garantiu a atualização do poder de compra de mais de 12,2 milhões de beneficiários que recebem valores superiores ao piso nacional. Para esses segurados, o teto do INSS em 2026 foi fixado em R$ 8.475,55, sendo também referência para o cálculo do 13° salário.
O 13° salário é um abono anual pago aos aposentados e pensionistas do INSS, refletindo o valor do benefício recebido pelo cidadão. Dessa forma, todos os aumentos que incidem sobre a aposentadoria ou pensão impactam diretamente o valor dessa gratificação extra.
Com o reajuste de 3,9% nos benefícios acima do salário mínimo, houve uma elevação significativa no valor do abono para quem recebe os maiores salários.
Para quem ganha o teto do INSS, por exemplo, a soma do abono anual pode chegar a R$ 8.475,55 em 2026. E é justamente nesse grupo que a primeira parcela do 13° salário do INSS pode ultrapassar os R$ 4 mil.
O pagamento do 13º salário do INSS é feito tradicionalmente em duas parcelas:
Considerando o teto do INSS em 2026 (R$ 8.475,55), o valor da primeira parcela para quem recebe esse máximo pode ser de R$ 4.237,77. Já quem recebe o mínimo, terá metade do salário mínimo, ou seja, R$ 810,50 na primeira parcela.
O abono é garantido a todos os aposentados, pensionistas do regime geral, pessoas que recebem benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e alguns auxílios acidentários.
Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) não dá direito ao 13° salário, pois sua natureza assistencial não contempla gratificação extra.
Para quem começou a receber a aposentadoria, pensão ou auxílio a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste é proporcional ao número de meses recebidos. Da mesma forma, o valor do 13° é proporcional.
Com o reajuste definido para 2026, as faixas de contribuição dos trabalhadores também mudaram. Agora, incidem as seguintes alíquotas:
Essas contribuições são fundamentais para o financiamento dos benefícios pagos pelo INSS e impactam diretamente o cálculo do valor do 13° e da própria aposentadoria.
Os segurados podem consultar o novo valor do benefício, além de visualizar extrato de pagamentos e calendário de crédito, por meios digitais ou telefone:
O calendário oficial do INSS prevê que os pagamentos com o reajuste devem começar para quem recebe acima do salário mínimo a partir de 2 de fevereiro de 2026. Para quem recebe o piso, o pagamento ocorre entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão (desconsiderando o dígito após o traço).
Veja mais sobre a consulta de pagamentos pelo aplicativo Meu INSS no vídeo abaixo:
Com as regras vigentes, há isenção total de Imposto de Renda para beneficiários que recebem até R$ 5 mil e isenção parcial para valores até R$ 7,3 mil. Acima desse valor, incide o desconto na segunda parcela do 13°.
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