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Pós-pandemia: especialistas alertam sobre necessidade de novas formas de ensino

Pesquisa do Instituto Península revela que professores brasileiros não receberam suporte suficiente para ensinar à distância nem suporte emocional das escolas. 

Em média 83% dos professores brasileiros ainda se sentem nada ou pouco preparados para o ensino remoto, que virou rotina em diferentes pontos do Brasil. 

Lidar com as tecnologias da informação que estão presentes no cotidiano das pessoas, principalmente na vida dos jovens que se  fascinam com esses recursos, é um grande desafio dos professores da atualidade. 

Neste sentido, especialistas em educação, como Janaina Spolidorio, têm sido convocados pelas instituições escolares para desenvolver material com foco no ensino híbrido ou remoto.

O sentimento de despreparo citado pelos professores está ligado a outro dado apontado pela pesquisa: 88% deles afirmaram que nunca haviam ministrado aula de forma virtual antes da pandemia. 

Porém, a realidade de trabalho dos professores não mudou quase nada devido à pouca oferta de treinamento e apoio das instituições e redes de ensino. 

Segundo a pesquisa, 55% não tiveram qualquer suporte ou capacitação durante o isolamento social para ensinar fora do ambiente físico da escola. 

No entanto, cerca de 75% dos docentes entrevistados gostariam de receber suporte e treinamento para o ensino remoto.

Mesmo com a volta às aulas presenciais, os canais de aprendizado remotos vieram para ficar e a pandemia mudou a necessidade do educador em relação ao uso tecnologia, que abre discussão para o favorecimento ou empobrecimento da educação de base, explica Janaína Spolidorio.

É preciso investir em recursos que auxiliam na motivação dos alunos, segundo a especialista. “Por exemplo, é possível criar uma forma de ensino mais interativa e dinâmica e, por consequência, os estudantes podem se sentir mais motivados com um método de ensino mais moderno, passando a adotar uma postura mais participativa. Porém, o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação do professor, de estabelecer relações de confiança com os alunos e essa troca é observada com mais intensidade nas aulas presenciais”.

O educador precisa acompanhar a evolução dos tempos: “Sabemos que antigamente mudavam-se os alunos, entretanto a forma de ensinar os conteúdos mudava muito pouco. O professor da atualidade, ao sair da função estática de transmissor de conhecimento, necessita ter uma atuação mais dinâmica e fluida. As novas tecnologias devem ser utilizadas para atuar como meios de construção do conhecimento, e não somente para a sua difusão” revela.

Pesquisa realizada pelo QEdu solicitou aos professores que avaliassem quais os recursos ideais para se usar nas atividades em sala de aula. 

Um total de 48% deles afirmaram que o uso do projetor multimídia é adequado, 27% afirmaram que o uso do computador é adequado, 17% afirmaram que o uso de software é adequado, 24% afirmaram que o uso de internet é adequado e 18% afirmaram que o uso do acervo multimídia é adequado. 

Os resultados apontam para a necessidade de investimento na adequação das novas tecnologias no ambiente escolar.

As reflexões e desafios das novas práticas docentes em tempos de pandemia passa por observar que as escolas apresentam realidades práticas diversas e as  aulas  à  distância  não  funcionam  com  aqueles alunos  que não  possuem  acesso  à  internet. 

“Logo, a  pandemia  acaba  por  não  revelar  nada  de  novo,  apenas evidenciando as desigualdades dentro do contexto do “novo normal”, ressalta a especialista.

Educação precisa de estratégia

“O foco imediato está na saúde, com razão, porque são vários os colapsos que estamos sofrendo devido à pandemia, mas há um colapso quase que invisível, que não estamos conseguindo lidar neste momento e talvez seja o momento de nos estruturamos melhor para que não seja até irreversível… é o colapso acadêmico”, diz Janaína Spolidoro, avaliando a situação atual da educação no contexto da pandemia.

Professores e escolas procuram, sem uma orientação mais efetiva em âmbito federal, trazer soluções que mais mascaram do que resolvem, exatamente porque falta pensar algo mais estratégico. 

“A partir de agora, a missão da educação deverá ser prezar pelo estratégico, porque sem ele não será nem possível enxergar um futuro. Precisamos de profissionais que sejam realmente formados para entender o processo e o que fazer com o que faltou naquele determinado ponto”.

Grande parte dos alunos regrediram em aprendizagem, em conhecimento e até mesmo no modo de estudar, diz a especialista. Uma criança que não recebeu estímulo na idade correta não terá maturidade cerebral para a próxima fase e este fato irá retardar a aprendizagem. Por consequência, ela pode até mesmo perder o que chamamos de “janela de oportunidade” em neurociência. 

A janela é o período da vida da criança em que seria mais fácil e menos “doloroso” aprender. “Depois que a janela passa, a criança aprende, mas o esforço é imensamente maior”. A solução pode estar na neurociência, diz a especialista, que tem se valido dessa especialidade para ajudar crianças a avançarem no aprendizado”.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Spolidorio neuroeducação. 

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