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Polícia Prende 37 Envolvidos por Fraude em Concursos Públicos

Secretaria de Segurança Pública e Polícia Civil do Piauí, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) desencadeou na manhã desta quinta-feira (10), a operação Veritas, visando desarticular a fraude no concurso público para cargo no Tribunal de Justiça do Piauí e concurso da Prefeitura Municipal de Capitão de Campos, realizado no dia 13 de dezembro de 2015 e outros certames. A Greco vai sugerir a anulação do concurso do TJ-PI.

A operação da cumprimento a ordem dos juiz Luis de Moura Corrêa, da Central de Inquérito de Teresina e de Silvio Valoar da Cruz Junior, das comarcas de Piripiriri e Capitão de Campos.

Estão atuando na operação aproximadamente 200 policias civis que serão responsáveis pela prisão de 37 envolvidos e pela condução coercitiva de 47 pessoas na capital e interior para prestar depoimento, além do cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão. Também será realizada a apreensão de um adolescente.

A operação está sendo realizada com base a três inquéritos policiais. Será realizada uma coletiva com a imprensa as 11h30 na sede da Secretaria de Segurança. O delegado Carlos César Camelo, coordenador do greco, afirmou que entre os presos estão policial civil, agente da Strans, agente penitenciário.

“O total de presos são de 37 presos, as equipes estão em campo. A operação visa desarticular essa quadrilha que frauda os concursos públicos. A organização criminosa se articula com pessoas para que consiga ter acesso as questões da prova e monta um gabarito que são disponibilizados para pessoas que contratam o serviço de conseguir o gabarito. Vale lembrar que o gabarito feitos por ele, não é oficial. Nós estamos prendendo e conduzindo tanto os criminosos, como quem contratavam o serviço”, afirmou.

 (Crédito: Efrem Ribeiro)
(Crédito: Efrem Ribeiro)

O delegado disse ainda que um dos funcionários do Ministério Público, é suspeito de envolvimento na quadrilha e vai ser conduzido por meio de condução coercitiva para prestar esclarecimentos na delegacia.

Concurso TJ-PI

Os irmãos Santiago são suspeitos de serem os lideres do grupo. Eles tinham acesso as provas antes da sua aplicação e contratavam pessoas inteligentes para responderem as questões e prepararem o gabarito, que era vendido para os participantes do concurso.

 (Crédito: Efrem Ribeiro)
(Crédito: Efrem Ribeiro)

27 presos estão na academia da Polícia Civil

O delegado geral da Polícia Civil, Riedel Batista, afirmou que já tem 27 presos na academia de polícia civil, no bairro Saci. Ele afirmou que estão sendo levados para a Delegacia Geral, no Centro de Teresina, as pessoas que foram intimadas. Elas estão sendo conduzidas de forma coercitiva.

Entre os presos está um policial civil chamado Pedro, uma mulher chamada Rosângela, um policial do Corpo de Bombeiros e quatro agentes penitenciários, que atuavam em penitenciárias de Teresina e na secretaria estadual de Justiça. Eles também fizeram as provas após ter comprado o gabarito.

Um guarda de trânsito de Timon também está entre os detidos. O comando da guarda de trânsito de Timon está acompanhando o caso. Muitos dos detidos estão acompanhados de seus advogados para tentar conseguir o habeas corpus.

A polícia apreendeu com eles computadores, incluindo uma CPU do Corpo de Bombeiros.

Dois advogados são presos na operação Veritas

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Piauí), Chico Lucas, foi na manhã desta quinta-feira (10), na Academia de Polícia Civil, visitar dois advogados que foram presos durante operação Veritas, que prendeu pessoas por suposto envolvimento de fraude no concurso público do Tribunal de Justiça do Piauí e da Prefeitura de Capitão de Campos.

“Estou aqui para observar se os advogados que foram presos estão tendo seus direitos individuais garantidos”, declarou. O delegado Menandro Pedro afirmou que a quadrilha presa nesta quinta-feira é a mesma que está envolvida nas supostas fraudes dos concursos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e de pelo menos 20 prefeituras do interior do Piauí.

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) estava investigando desde 2014, quando era coordenador do grupo. “A quadrilha é a mesma acusada. Essa investigação vem sendo feita desde 2014”, disse Menandro Pedro.

Informações do Jornal Meio Norte

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