A Carteira de Identidade Nacional (CIN) alcançou recentemente a marca de 45 milhões de emissões, substituindo o antigo RG e marcando uma grande conquista no processo de modernização da identidade civil no Brasil.
O dado foi divulgado pelo Governo Federal em fevereiro de 2026 e reflete uma adesão crescente e acelerada ao novo documento. Para se ter uma ideia, há três anos o número de CINs emitidas era inferior a 100 mil.
Quem ainda não realizou a troca pode estar deixando de aproveitar facilidades no acesso a serviços públicos, benefícios sociais e até uma camada adicional de segurança contra fraudes. Mas o que exatamente muda com esse novo documento e como garantir o seu?
A CIN é o documento de identificação civil que passou a substituir o antigo RG em todo o Brasil. Instituída pelo Decreto nº 10.977/2022, ela usa o CPF como número único de identificação, válido em todos os estados.
O modelo antigo permitia que uma mesma pessoa tivesse vários números de RG, um para cada estado. A CIN pôs fim a isso. Agora, há um número único nacional, o que reduz fraudes e facilita o reconhecimento do cidadão em qualquer lugar do país.
Além disso, a nova carteira conta com QR Code de segurança e uma zona de leitura internacional (MRZ), parecida com a dos passaportes. Isso torna a verificação da autenticidade do documento muito mais rápida e confiável.
A CIN trouxe uma série de melhorias práticas para o dia a dia de quem já fez a emissão. Veja as principais:
Essas funcionalidades tornam a CIN um documento mais completo, que simplifica o acesso a serviços públicos federais, estaduais e municipais.
Uma das maiores vantagens da nova Carteira de Identidade Nacional é a integração com a plataforma GOV.BR. Atualmente, o GOV.BR possui mais de 173 milhões de usuários e dá acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais, além de outros oito mil oferecidos por estados e municípios.
Com a CIN, o cidadão consegue obter uma conta Ouro no GOV.BR, o nível mais alto de verificação. Isso amplia o acesso a serviços que exigem maior segurança na identificação, como consultas ao INSS, declaração de imposto de renda e assinatura digital de documentos.
A carteira também serve como base de identificação para políticas públicas, ajudando na garantia de direitos e no acesso a benefícios sociais de forma mais ágil.
A emissão da CIN é feita nos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal. O agendamento pode ser feito pelo site Gov.br.
Para emitir a CIN, é preciso levar:
A primeira via da CIN é gratuita para todos os cidadãos brasileiros. Não há cobrança pela emissão, pelo acompanhamento do pedido, pela retirada do documento físico nem pelo acesso à versão digital.
Todos os 26 estados e o Distrito Federal já contam com postos de emissão. Confira abaixo a lista completa de estados com agendamento disponível para a CIN:
Outro ponto positivo da nova Carteira de Identidade é a versão digital, disponível no aplicativo GOV.BR. Assim que o documento físico é emitido, o cidadão já pode baixar a CIN no celular. A versão digital tem a mesma validade da versão impressa e pode facilitar o uso em viagens, atendimentos médicos e outras situações que pedem identificação.
O RG antigo continua válido em todo o território nacional até 2032. Isso significa que não é preciso correr, mas quanto antes a troca for feita, mais rápido o cidadão terá acesso às vantagens da nova carteira.
Para quem precisa atualizar dados, tirar segunda via ou quer mais segurança na identificação, a recomendação é agendar a emissão o quanto antes.
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