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O terror assusta o planeta! Saiba o que pode cair em provas!

Na noite da última sexta-feira, 13, foram registrados 129 mortos e mais de 350 feridos na França. Por enquanto são número preliminares, no atentando terrorista em seis diferentes pontos de Paris. O saldo final ainda é uma incógnita, já que é esperado acréscimos aos números citados acima, devido ao estado de gravidade de dezenas dos feridos. Todo esse fato, aliado aos atentados passados, são mudanças expressivas na cena geopolítica, não somente na França, mas em boa parte da Europa, conforme afirmou o historiador e professor de Atualidades Reynaldo Neto, bolsista da Faperj e com experiência de atuação em diversos cursos preparatórios para concursos, como a Degrau Cultural.

Apesar que as provas de Atualidades restrinjam a cobrança de conteúdo a fatos ocorridos até seis meses antes de sua aplicação, é importante que os concurseiros tenham a compreensão do processo histórico destes eventos, para seu correto entendimento. Para isso, além de acompanhar o noticiário, vale fazer rápidas pesquisas sobre fatos do passado.

“Muitas são as possibilidades de resposta por parte da Europa. É preciso que os candidatos, primeiro, estudem a questão do Estado Islâmico, procurando entender sua origem e reivindicações. E estudar isso é também relembrar a série de ataques e bombardeios norte-americanos a diversos líderes de organizações como a Al-Qaeda, organização fundamentalista islâmica, constituída por células colaborativas e independentes que disputam o poder no Oriente Médio. Este grupo, que teve como líder Osama Bin Laden, foi responsável por vários ataques terroristas, como o que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Os atos da última sexta são, de certa forma, a resposta do Estado Islâmico aos ataques aéreos promovidos pela França na Síria desde o final de setembro deste ano – bombardeios que, agora, já foram retomados e serão intensificados. Hoje, Estados Unidos e França são exatamente os dois países mais atuantes nos confrontos com essas células radicais. São, portanto, os alvos preferenciais”, afirmou.

O presidente François Hollande vem promovendo medidas e intervenções drásticas, como por exemplo, o fechamento das fronteiras do país. De imediato, os atentados conseguiram derrubar, ainda que temporariamente, um dos valores primordiais na França – as liberdades individuais. Além da medida, foram proibidos manifestações e eventos públicos, e intensificadas ações de investigação e prisão de supostos terroristas. O professor frisou que essas medidas suspendem o livre trânsito no continente, são compreensíveis em momentos como o experimentado pela França nos últimos dias. “Acredito mesmo que os próprios franceses esperavam por isso. Eles queriam uma resposta por parte do governo. Ainda que parte dela seja a adoção de medidas extremas. Situações extraordinárias exigem medidas do mesmo porte. Diante de uma ação tão coordenada, o interesse coletivo pela segurança é mais forte do que as liberdades individuais. Algo normal para este momento”, concluiu o professor.

O professor ainda afirma que é muito possível uma Europa naturalmente mais ‘fechada’, o horizonte aponta para o risco do crescimento de sentimentos xenófobos. Ou algo um pouco mais específico que isso. “A França, por tradição, sempre foi muito aberta. Mas existe por lá uma extrema direita, liderada por Marine Le Pen – uma corrente política pequena, mas atuante e barulhenta, que deverá encontrar alguma ressonância neste momento em que a sociedade está apreensiva. Acredito mesmo que, mais que uma simples xenofobia, a Europa deverá experimentar uma espécie de ‘islamofobia’, ou seja, um preconceito mais de ordem religiosa do que exatamente contrário aos estrangeiros. Os próprios franceses muçulmanos poderão ser vítimas dessas agressões. Temo por isso”. alertou.

“Assistimos, pela mídia, às condições subumanas de transporte dos imigrantes da mesma Síria, que também fogem dos ataques do Estado Islâmico de que já falamos. Agora, a entrada de todo esse fluxo na Europa tende a ser contingenciada, controlada. A situação deles tende a se complicar. Afinal, como confissão real ou mera estratégia de disseminar o medo, o Estado Islâmico acaba de revelar que infiltrou mais de 4 mil agentes entre esses refugiados de guerra. Diante desses acontecimentos e revelações, a tendência é que a Europa vá blindar suas fronteiras. Sem falar no ambiente de crise interna. Os estados europeus têm reduzido o bem-estar social da própria população, com severos cortes nos programas sociais. Claro que tudo isso vai atingir os imigrantes, mudar o sentimento dos europeus em relação a essas pessoas. É cruel, mas isso poderá fazer com que os refugiados passem a ser vistos indistintamente como criminosos, e não mais como vítimas dos mesmos facínoras. Os futuros impactos dos atentados nessas relações sociais dentro da Europa podem vir a ser cobrados em provas, ou como tema de Redações.”

O professor Reynaldo frisa ainda, que é muito complicado apontar falhas no serviço de segurança da França. “É muito difícil detectar esse tipo de ataque, com homens-bomba, suicidas. Penso mesmo que nenhum serviço de segurança seja capaz de garantir o desmonte dessas ações, de tão bem coordenadas. E vamos ter que conviver com isso ainda por algum tempo. Em 7 de janeiro, a França já havia assistido ao ataque à redação do Charlie Hebdo. Agora, tivemos esses atentados, de maior vulto. Sob a perspectiva histórica, a verdade é que enquanto o Estado Islâmico estiver tentando construir um califado entre a Síria e o Iraque, e seguir sendo bombardeado por esse objetivo, o mundo estará sujeito a esses ataques.”

E o Brasil acende o sinal de alerta, já que em 2016 acontecerão as Olimpíadas no Rio de Janeiro. O fato de o Brasil se tornar, neste período, um palco internacional, reunindo atletas e autoridades de todo o mundo, coloca o país no centro dos holofotes da mídia mundial. Somada a esse risco natural, aparece nossa pouca ou nenhuma experiência no combate a este tipo específico de violência – o terrorismo. O professor, no entanto, considera certa dose de alarmismo nesta teoria. E pondera que o maior risco à tranquilidade na realização dos jogos talvez esteja aqui dentro – não precisará vir de fora.

“Não é possível negligenciar essa possibilidade, ela existe, por certo. Todos nós lembramos do atentado promovido pelo movimento Setembro Negro ao alojamento dos atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique, na Alemanha, em 1972. Mas, sinceramente, acho que nosso maior risco é assistir a alguma repetição do que houve na Copa do Mundo, quando movimentos nacionais organizaram uma série de manifestações. Isso, é claro, vai depender de como o país estiver em agosto de 2016. Se teremos, na ocasião, um governo ainda com baixa popularidade ou uma crise econômica grave. Se bem que, como resposta às ações promovidas por grupos como os black blocs, o Estado brasileiro e os órgãos de segurança do Rio de Janeiro deram respostas silenciosas e contundentes, como a prisão de líderes como a Sininho e a condenação dos agressores do Santiago, cinegrafista da Band, que acabou morrendo ao ser atingido na cabeça por um rojão. Alguns episódios daquela época, como a morte de um dos líderes dos black blocs, num hotel em Florianópolis, deveriam, inclusive, ser investigados.”

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