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Mudanças no MEI 2026: veja quais atividades podem ser retiradas da lista

Mudança afeta 13 carreiras!

Publicado por
Lara Lorrane

Novas regras do MEI prometem alterar o dia a dia de quem trabalha por conta própria. Medidas já aprovadas excluem atividades que envolvem riscos técnicos ou ambientais — e exigem ação rápida para evitar multas e desenquadramento.

Quer saber se a sua profissão está em risco? Continue a leitura a seguir!

O que muda para o MEI em 2026

O formato do Microempreendedor Individual (MEI) sempre atraiu trabalhadores autônomos pela simplicidade tributária: limite de faturamento de R$ 81 mil, impostos unificados e processo digital.

Agora, uma atualização do Comitê Gestor do Simples Nacional e da Receita Federal redefine critérios. O objetivo oficial é garantir que apenas atividades de baixo risco operacional, ambiental e regulatório permaneçam contempladas.

Segundo resoluções recentes, as exclusões afetam cerca de 13 atividades, todas associadas a exigências técnicas, licenciamento especializado ou regulamentações rígidas. Quem atua nessas áreas com CNPJ de MEI deve escolher outro regime tributário – Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) – até dezembro de 2026. O descumprimento gera desenquadramento automático e risco de débitos retroativos.

Motivações para as mudanças

As alterações garantem que o foco do MEI permaneça nas atividades mais simples e menos sensíveis. Atividades com maior risco de acidentes, impacto ambiental, interação com substâncias perigosas ou exigência de certificações profissionais deixam de ser elegíveis. A medida atende a apontamentos de entidades reguladoras e aperfeiçoa a supervisão do regime.

O que pode mudar no MEI 2026: atividades sob risco de exclusão! Imagem: Notícias Concursos

Confira as 13 profissões que saem do MEI em 2026

Acompanhe as profissões impactadas, os respectivos CNAEs e principais motivos para a exclusão:

  1. Alinhador(a) de pneus (CNAE 4520-0/06) — Complexidade técnica em oficinas automotivas.
  2. Aplicador(a) agrícola — Uso de agrotóxicos exige licenças e treinamentos especializados.
  3. Arquivista de documentos — Certificações de segurança e documentação imprescindíveis.
  4. Balanceador(a) de pneus (CNAE 4520-0/06) — Riscos operacionais elevados no ambiente de trabalho.
  5. Coletor(a) de resíduos perigosos (CNAE 3812-2/00) — Alto risco à saúde e impacto ambiental.
  6. Comerciante de fogos de artifício (CNAE 4789-0/07) — Produtos controlados pelo Exército Brasileiro.
  7. Comerciante de gás liquefeito de petróleo (GLP) — Fiscalização e normas de segurança rigorosas pela ANP.
  8. Comerciante de medicamentos veterinários — Atividade sob fiscalização da Anvisa e órgãos estaduais.
  9. Confeccionador(a) de fraldas descartáveis — Impacto ambiental e padrões sanitários exigentes.
  10. Contador(a) ou técnico(a) contábil (CRC) — Profissões regulamentadas por conselho profissional.
  11. Dedetizador(a) — Manipulação de produtos químicos por lei restrita a empresas licenciadas.
  12. Fabricante de produtos de limpeza e higiene pessoal — Procedimentos sanitários complexos e rígidos controles de formulação.
  13. Operador(a) de marketing direto — Processos de vendas comerciais considerados de alta complexidade.

Essas atualizações foram confirmadas em 2025 e ganharão vigência plena ainda em 2026.

Próximos passos para quem será excluído da categoria MEI

Estar atento ao código CNAE declarado é fundamental. Acesse o Portal do Empreendedor para conferir sua atividade. Caso se enquadre em uma das opções excluídas, organize a migração para ME (Microempresa) até dezembro de 2026. Procure apoio de contador para revisar cenários, simular novos tributos (alíquota entre 5% e 33% do faturamento) e analisar a adesão ao Simples Nacional.

Evite deixar o prazo passar: a informalidade provoca multas de até 20% do faturamento, acrescidas de juros e perda do CNPJ. A Receita Federal oferece chat de atendimento MEI e o aplicativo MEI Fácil para orientações gratuitas.

Atenção aos direitos e benefícios: o que muda na transição

Sair do MEI não resulta em perda automática do direito à Previdência, emissão de nota fiscal ou acesso a benefícios como auxílio-doença e FGTS. Essas garantias passam a depender das novas contribuições e obrigações como ME.

Para manter os direitos, organize: contas bancárias separadas (pessoal/empresa), tributos em dia, e regularize licenças ambientais ou sanitárias necessárias ao novo enquadramento.

Utilize canais oficiais da Receita e do Portal do Empreendedor para atualizar documentos, acompanhar exigências e manter a regularidade fiscal. O planejamento antecipado evita sanções e possibilita continuidade das atividades sem surpresas.

Como se planejar para a transição e manter seu negócio regularizado

  • Verifique seu CNAE no Portal do Empreendedor.
  • Procure um contador com experiência em microempresa para transição orientada.
  • Calcule os novos tributos devidos considerando o Simples Nacional e tributação específica.
  • Regularize alvarás, licenças e demais documentos exigidos para seu novo enquadramento.
  • Documente desvinculação do MEI até dezembro de 2026 na Receita Federal.
  • Evite atuar na informalidade para não comprometer benefícios como FGTS, auxílio-doença e possibilidade de financiamentos empresariais.

Esse movimento protege o trabalhador, garante acesso a benefícios e preserva a continuidade do negócio, independentemente do porte ou área de atuação.

Se você não quer perder nenhuma atualização sobre a lista do MEI em 2026, continue visitando diariamente o portal Notícias Concursos! Conheça a seguir, 5 carreiras que não precisam de diploma para ganhar acima de R$ 10 mil.