Novas regras do MEI prometem alterar o dia a dia de quem trabalha por conta própria. Medidas já aprovadas excluem atividades que envolvem riscos técnicos ou ambientais — e exigem ação rápida para evitar multas e desenquadramento.
Quer saber se a sua profissão está em risco? Continue a leitura a seguir!
O formato do Microempreendedor Individual (MEI) sempre atraiu trabalhadores autônomos pela simplicidade tributária: limite de faturamento de R$ 81 mil, impostos unificados e processo digital.
Agora, uma atualização do Comitê Gestor do Simples Nacional e da Receita Federal redefine critérios. O objetivo oficial é garantir que apenas atividades de baixo risco operacional, ambiental e regulatório permaneçam contempladas.
Segundo resoluções recentes, as exclusões afetam cerca de 13 atividades, todas associadas a exigências técnicas, licenciamento especializado ou regulamentações rígidas. Quem atua nessas áreas com CNPJ de MEI deve escolher outro regime tributário – Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) – até dezembro de 2026. O descumprimento gera desenquadramento automático e risco de débitos retroativos.
As alterações garantem que o foco do MEI permaneça nas atividades mais simples e menos sensíveis. Atividades com maior risco de acidentes, impacto ambiental, interação com substâncias perigosas ou exigência de certificações profissionais deixam de ser elegíveis. A medida atende a apontamentos de entidades reguladoras e aperfeiçoa a supervisão do regime.
Acompanhe as profissões impactadas, os respectivos CNAEs e principais motivos para a exclusão:
Essas atualizações foram confirmadas em 2025 e ganharão vigência plena ainda em 2026.
Estar atento ao código CNAE declarado é fundamental. Acesse o Portal do Empreendedor para conferir sua atividade. Caso se enquadre em uma das opções excluídas, organize a migração para ME (Microempresa) até dezembro de 2026. Procure apoio de contador para revisar cenários, simular novos tributos (alíquota entre 5% e 33% do faturamento) e analisar a adesão ao Simples Nacional.
Evite deixar o prazo passar: a informalidade provoca multas de até 20% do faturamento, acrescidas de juros e perda do CNPJ. A Receita Federal oferece chat de atendimento MEI e o aplicativo MEI Fácil para orientações gratuitas.
Sair do MEI não resulta em perda automática do direito à Previdência, emissão de nota fiscal ou acesso a benefícios como auxílio-doença e FGTS. Essas garantias passam a depender das novas contribuições e obrigações como ME.
Para manter os direitos, organize: contas bancárias separadas (pessoal/empresa), tributos em dia, e regularize licenças ambientais ou sanitárias necessárias ao novo enquadramento.
Utilize canais oficiais da Receita e do Portal do Empreendedor para atualizar documentos, acompanhar exigências e manter a regularidade fiscal. O planejamento antecipado evita sanções e possibilita continuidade das atividades sem surpresas.
Esse movimento protege o trabalhador, garante acesso a benefícios e preserva a continuidade do negócio, independentemente do porte ou área de atuação.
Se você não quer perder nenhuma atualização sobre a lista do MEI em 2026, continue visitando diariamente o portal Notícias Concursos! Conheça a seguir, 5 carreiras que não precisam de diploma para ganhar acima de R$ 10 mil.