Você certamente teve aulas sobre a escravidão no Brasil nos tempos de escola. Esse, que foi um dos períodos mais vergonhosos da história do país, é debatido até hoje em rodas de conversa e aulas ao redor do mundo.
O que nem todo mundo sabe é que a abolição da escravatura ganhou uma moeda comemorativa no Brasil. Esta peça é conhecida como Axé. Embora ela não esteja mais em circulação, pode ser encontrada por qualquer pessoa a qualquer momento.
A moeda do Axé foi produzida e posta em circulação no ano de 1988, e teve como objetivo homenagear os 100 anos da abolição oficial da escravidão no país. Por isso, é possível afirmar que, para além do valor numismático, ela conta com um notável valor histórico.
Como estamos falando de uma moeda que não está mais em circulação no país, é natural que a maioria das pessoas não saiba identificar o item. Mas não há problema quanto a isso.
Abaixo, você pode conferir uma lista completa e atualizada com todos os principais detalhes da moeda do axé de 1988. Estas informações, aliás, foram previamente disponibilizadas pelo Banco Central (BC):
Não há nada que impeça um colecionador de limpar uma moeda antiga para que ela pareça mais nova, ou ao menos mais visível. Contudo, é importante lembrar que em alguns casos esta prática pode reduzir o valor da peça, já que ela poderá contar com uma camada de coloração diferente resultado das reações químicas no metal.
De todo modo, se você está ciente do risco de diminuição do valor, e mesmo assim deseja limpar a sua moeda antiga, é importante ter consigo os seguintes materiais:
Agora, basta seguir o passo a passo abaixo:
Mas, afinal, quais são os valores atualizados para as moedas do Axé neste ano de 2025? De acordo com os catálogos numismáticos mais atualizados, tudo vai depender do grau de conservação do exemplar.
Em regra geral, quanto mais bem conservada estiver a peça, maior poderá ser o valor de revenda. Veja na imagem abaixo:
O Brasil já contou com várias moedas no decorrer da sua história. Abaixo, você pode ver um resumo da nossa história monetária:
“Com a generalização do uso de cédulas, a cunhagem de moedas direcionou-se para a produção de valores destinados ao troco. O cobre foi sendo substituído por ligas modernas, mais duráveis, de modo a suportar a circulação do dinheiro de mão em mão. A partir de 1868, foram introduzidas moedas de bronze e, a partir de 1870, moedas de cuproníquel”, diz o Banco Central
“Após a Proclamação da República, em 1889, foi mantido o padrão Réis. As moedas de ouro e prata receberam gravação da alegoria da República no lugar da imagem do imperador. A utilização do ouro, na cunhagem de moedas de circulação, foi interrompida em 1922,
devido ao alto custo do metal”, completa o BC.