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Ministério Público denuncia ex-marido que matou juíza

Ministério Público denuncia ex-marido de juíza
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no centro da cidade.

O Ministério Público (MP) denunciou, nesta quarta-feira (30), por homicídio quintuplamente qualificado, o engenheiro Paulo José Arronenzi, responsável pela morte de sua ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi. O crime foi no último dia 24, na Barra da Tijuca.

De acordo com a denúncia, trata-se de crime de feminicídio, perpetrado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, já que foi executado pelo denunciado contra sua ex-esposa, assim como qualificado – por ter sido praticado na presença das três filhas, uma com 10 anos e duas gêmeas com 7 anos de idade.

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As razões do Ministério Público

O inconformismo com o término do relacionamento fez com que a denúncia apontasse  motivo torpe como outra condição qualificadora. O crime foi ainda qualificado pelo fato de ter sido cometido por meio que dificultou a defesa da vítima, atacada de surpresa ao descer do carro quando levava as filhas ao encontro do assassino. Por fim, o meio cruel utilizado, já que as múltiplas facadas no corpo e no rosto da vítima lhe causaram intenso sofrimento físico.

Além de denunciar o assassino pelos crimes, o MP também pleiteia que ele seja condenado ao pagamento de indenização pelos danos materiais e morais causados à família da vítima, em valor a ser definido no curso do processo.

Contraponto na Argentina

Apesar dos números assombrosos de feminícidios na América Latina e no Brasil, como investiga o Ministério Público, a Argentina deu ontem um passo em direção à garantia de mais diretos humanos às milhares de mulheres que morrem todo ano ao realizar abortos clandestinos.

Agora, é lei no país a permissão de se realizar o aborto até a 14a semana de gravidez de forma segura, gratuita e livre. A medida tem como objetivo evitar partos para mães que sofreram estupros ou que estejam gestando filhos com problemas de saúde que o faram nascer sem vida.

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