Milhares de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aguardam definições sobre a antecipação do 13º salário em 2026.
O cenário atual chama atenção pelo impacto financeiro, já que alguns poderão receber até R$ 12.713,32 em determinado mês, caso o governo confirme a liberação da primeira parcela junto ao benefício mensal entre abril e maio.
A decisão, no entanto, ainda não foi oficializada, e as datas seguem como previsão baseada nos calendários regulares dos anos anteriores.
Se a medida se mantiver, muitos aposentados, pensionistas e demais segurados poderão somar valor considerável no período, principalmente os que recebem o teto previdenciário.
Esse volume elevado também reflete as recentes mudanças nos valores dos benefícios, no reajuste do salário mínimo e nas novas regras de Imposto de Renda.
A expectativa gira em torno da possível antecipação do 13º salário, uma estratégia já adotada em outros anos para ampliar o poder de compra de aposentados e pensionistas.
Em 2026, o teto do INSS subiu para R$ 8.475,55, e a possível liberação da primeira parcela do abono somada ao benefício mensal pode gerar depósitos de até R$ 12.713,32 no mês para quem recebe os maiores valores.
Apesar do otimismo, o governo federal ainda não divulgou decreto oficial com as datas reais da antecipação. Assim, os calendários apresentados representam projeções baseadas em anos anteriores, podendo ser ajustados conforme decisão futura das autoridades.
O décimo terceiro abrange os segurados que recebem, ao longo do ano:
Quem recebe apenas o BPC (Benefício de Prestação Continuada/LOAS) não tem direito, pois trata-se de benefício assistencial, sem previsão legal para pagamento de abono anual.
O pagamento do 13º normalmente segue escalonamento pelo número final do benefício (antes do dígito verificador). Caso ocorra antecipação, as projeções para a liberação são:
| Final do benefício | 1ª parcela | 2ª parcela |
|---|---|---|
| 1 | 24/04 | 25/05 |
| 2 | 27/04 | 26/05 |
| 3 | 28/04 | 27/05 |
| 4 | 29/04 | 28/05 |
| 5 | 30/04 | 29/05 |
| 6 | 04/05 | 01/06 |
| 7 | 05/05 | 02/06 |
| 8 | 06/05 | 03/06 |
| 9 | 07/05 | 05/06 |
| 0 | 08/05 | 08/06 |
| Finais do benefício | 1ª parcela | 2ª parcela |
|---|---|---|
| 1 e 6 | 04/05 | 01/06 |
| 2 e 7 | 05/05 | 02/06 |
| 3 e 8 | 06/05 | 03/06 |
| 4 e 9 | 07/05 | 05/06 |
| 5 e 0 | 08/05 | 08/06 |
Caso o governo não antecipe, os pagamentos voltam ao padrão: primeira parcela em agosto e segunda em novembro.
O abono anual considera o valor do benefício habitual, proporcional aos meses recebidos no ano. O salário mínimo nacional em 2026 passou para R$ 1.621, e o teto do INSS está em R$ 8.475,55.
Quem recebe benefícios durante todo o ano, tem direito ao 13º integral; já quem recebe por tempo parcial, recebe proporcionalmente aos meses de concessão.
Em 2026, a faixa de isenção do IR foi ampliada para rendimentos mensais até R$ 5.000. Portanto, quem recebe até esse valor recebe o 13º integral nas duas parcelas, sem descontos. Apenas beneficiários acima da nova faixa sofrem retenção de imposto sobre o abono.
A consulta dos valores e previsão de pagamento pode ser feita de forma digital. O segurado confere detalhes de seu benefício pelo site ou aplicativo do Meu INSS. Prazos e calendários atualizados podem ser confirmados nos canais oficiais do próprio INSS e pelo telefone 135.
No extrato detalhado, já é possível visualizar valores já somados à parcela do 13º, próximos à data liberada para depósito. Caso dúvidas persistam, convém procurar uma agência do INSS, sempre com documento pessoal e número do benefício em mãos.
Vários bancos oferecem “adiantamento do 13º salário do INSS”, que, na verdade, correspondem a empréstimos com juros, não sendo pagamentos antecipados pelo governo.
A recomendação mais prudente é aguardar a confirmação do calendário pelo INSS para receber o valor integral, evitando cobrança de taxas e descontos das instituições financeiras.
Se o governo federal não confirmar a antecipação para abril e maio, o pagamento do abono se mantém no formato tradicional: primeira parcela liberada em agosto e segunda em novembro.
A recomendação é acompanhar os canais do INSS e do Ministério da Previdência para não perder prazos nem informações oficiais.
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