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Bolsonaro se recusa a falar sobre inquérito de Pazuello

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(Brasília – DF, 26/11/2020) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro.
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) teve ontem (27) uma oportunidade de comentar a autorização de abertura de inquérito de Pazuello (Saúde), mas se recusou a falar sobre o assunto.

No Planalto, Bolsonaro foi questionado se a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre o ministro da Saúde o forçaria a demití-lo.

Antes que o repórter terminasse sua pergunta, Bolsonaro virou as costas e deixou os jornalistas sem respostas.

Abertura de inquérito de Pazuello

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, notícia-crime contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por supostos atos omissivos e comissivos na adoção de medidas para o combate à pandemia do coronavírus. O encaminhamento foi feito para conhecimento e providências que Aras entender cabíveis, pois apenas o procurador-geral pode oferecer denúncia pela prática de crime comum contra o presidente da República e contra ministro de Estado.

Descompromisso

Segundo a Petição (Pet) 9394, protocolada por oito deputados federais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o “descompromisso” de Bolsonaro e de Pazzuelo com o enfrentamento à Covid-19 deixou gestores locais “à deriva”, tendo de administrar, por conta própria, fluxos e demandas que, em geral, dependem de uma lógica conjunta, envolvendo União, estados e municípios.

Os parlamentares afirmam que o governo teria sido omisso, por exemplo, ao não tomar providências para evitar a falta de oxigênio hospitalar no sistema de saúde do Amazonas, especialmente em Manaus, mesmo tendo sido comunicado da iminência do colapso uma semana antes. Na petição, eles argumentam que o presidente da República e o ministro da Saúde podem ter cometido o crime tipificado no artigo 132 do Código Penal (expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente ao propagar a utilização de medicamentos que não têm eficácia científica).

Leia ainda: “Isso vai se alastrar pelo país”, diz governo do Amazonas sobre falta de oxigênio

 

 

 

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