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Inflação 2021: presidente do BC deve dar esclarecimentos

Com a inflação do ano de 2021 acima da meta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, terá que escrever uma carta aberta explicando a situação do Brasil e quais os motivos que levaram a esse resultado.

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De acordo com o portal Metrópoles, a explicação já tem data para acontecer e deve ser no próximo dia 11, mesmo dia que deverá ser divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro. Os dados devem ser divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A carta deve ser endereçada, inicialmente, ao ministro da Economia, Paulo Guedes. E analistas ouvidos pelo portal adiantam os motivos que devem ser explicados na carta: a pandemia da Covid-19 e a crise hídrica. Dessa forma, essas devem ser as justificativas encontradas por Campos Neto, pelo menos neste ano de 2021.

Outro ponto que deve ser mencionado é tentativa de contar a inflação com o aumento da taxa básica de juros – a Selic. Hoje os juros estão previstos em 9,25% ao ano e podem chegar a pouco mais de 11% até o final de 2022, conforme prevê analistas.

“As mudanças demoram até afetar a economia. A Selic mais alta desestimula a economia pelo canal de crédito e de expectativa. Se um comerciante, por exemplo, não acredita que aquela alta é temporária, ele regula seus preços pensando nisso. Existe uma ancoragem das expectativas”, disse ao Metrópoles a chefe de Economia da Rico Investimentos, Rachel de Sá.

Campos neto não é o primeiro a ter que escrever tal carta de justificativa, presidentes do Banco Central em 2018, 2015, 2003, 2002 e 2001 tiveram a mesma missão.

Inflação e meta

O valor  da inflação encerrou o ano de 2021 acima dos dois dígitos, número que é mais que o dobro da meta estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional – um total de 3,75%. O valor não consegue alcançar sequer a tolerância da margem que é estipulada em 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, com a margem a inflação poderia ficar em 2,25% ou 5,25%.

A inflação 2021 não é apenas um indicador econômico, mas afeta o dia a dia da população que deve conviver com a alta dos preços, enquanto o salário não aumenta, reduzindo assim o poder de compra final.

E por falar salário, o mínimo mais um ano não apresentou reajuste real, sendo reajustado apenas de forma que cubra a inflação – entenda mais o como isso pode te impactar clicando aqui. 

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