A declaração do Imposto de Renda é um compromisso anual de milhões de brasileiros. Em 2026, a Receita Federal informou que, até 18 de maio, já havia recebido 25.342.349 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Dentre esses contribuintes, mais de 1,4 milhão enfrenta a retenção em malha fina, um dado que serve de alerta para quem ainda está organizando suas informações para acertar as contas com o leão.
Com o envio do IRPF se aproximando do fim, compreenda quais são as causas desse problema, como evitar cair nele e quais são as orientações da Receita Federal para este ano.
A malha fina é um dos termos que mais causam preocupação entre os declarantes. Ela ocorre quando a Receita detecta inconsistências ou falta de informações na declaração transmitida, exigindo esclarecimentos ou correções.
Entre os principais motivos para retenção estão divergência de informações entre o que foi declarado e os dados obtidos pela Receita, erros de digitação e pendências com documentos essenciais.
De acordo com os números oficiais, 1.410.027 declarações foram retidas em malha fiscal, representando 5,6% do total apresentado à Receita Federal.
Apesar do número elevado, o percentual de retenções vem diminuindo gradualmente ao longo das semanas, o que está relacionado ao avanço no processamento das informações e à regularização de inconsistências tanto por parte dos contribuintes quanto das fontes pagadoras.
Esse cenário indica uma busca maior pela regularização e atenção nos dados fornecidos, mas também revela que milhares ainda cometem equívocos ou omissões.
Para ajudar o contribuinte a fugir desse transtorno, a Receita Federal reforçou algumas recomendações, especialmente diante do volume atual de retenções:
Ao perceber que ficou retido, o contribuinte deve acessar sua declaração pelo e-CAC ou pelo site da Receita Federal para identificar quais pontos estão pendentes.
A própria Receita Federal disponibiliza um extrato detalhando as possíveis inconsistências. Caso identifique erro, ainda há tempo para retificar, reenviando a declaração aperfeiçoada.
Se a pendência envolver documentos ou explicações que não possam ser resolvidos digitalmente, o usuário recebe orientações para agendar atendimento presencial e apresentar as comprovações que justifiquem as divergências encontradas. Essa etapa é fundamental para evitar penalidades ou cobranças adicionais.
O último dia para envio do IRPF 2026 é até o fim do dia 29 de maio. Quem ainda não declarou deve agir rápido para evitar congestionamento do sistema ou riscos de envio incompleto. O acompanhamento deve ser contínuo após a transmissão, já que qualquer irregularidade detectada pela Receita pode gerar a necessidade de ajustes mesmo no pós-declaração.
No site oficial da Receita e no portal Gov.br, é possível fazer a declaração, tirar dúvidas e acompanhar em tempo real o status do processamento. Quem já caiu na malha fina deve utilizar essas plataformas para entender o motivo e buscar a correção mais rapidamente.
Para conferir outras informações sobre a declaração do Imposto de Renda 2026, acesse a página inicial do portal Notícias Concursos e assista ao vídeo abaixo: