O tema Imposto de Renda costuma gerar expectativas todo início de ano, principalmente para quem vai declarar pela primeira vez ou tem dúvidas sobre as novas regras.
Em 2026, o governo federal trouxe novidades para a tabela de isenção e descontos, o que impacta milhões de brasileiros. Assim, entender quem precisa informar rendimento à Receita Federal ficou ainda mais importante para evitar problemas e, quem sabe, conseguir a tão esperada restituição.
Embora ainda não haja o calendário oficial, as regras recentes indicam que o prazo vai de março até o fim de maio, seguindo o padrão dos últimos anos.
Em 2025, por exemplo, começou em 17 de março e terminou em 30 de maio, seguindo o padrão de adotar o primeiro dia útil após 15 de março.
Esse período ampliado permaneceu após a pandemia, facilitando para quem usa a declaração pré-preenchida. Ela depende de dados que empresas e bancos enviam até o fim de fevereiro.
Portanto, é provável que o ciclo de 2026 mantenha esse calendário, salvo fatores extraordinários. Para acompanhar as datas exatas, vale ficar atento ao site oficial da Receita Federal.
A obrigatoriedade da declaração continua para quem atingiu determinados rendimentos em 2025, além de situações específicas. Veja quem precisa ficar atento:
Vale lembrar que quem entrou em qualquer uma dessas situações precisa declarar, mesmo se não ganhou salário formal. Isso inclui autônomos, microempreendedores, aposentados e pensionistas.
Se uma pessoa recebeu R$ 5.500 mensais como CLT, terá renda anual superior a R$ 60 mil e, portanto, será chamada a declarar. Quem fez uma venda de imóvel de alto valor ou movimentou aplicações financeiras relevantes também entra nessa lista.
Desde janeiro de 2026, a nova tabela trouxe melhorias importantes. Quem ganha até R$ 5.000 por mês está totalmente isento do IR. O desconto também ficou maior para quem recebe até R$ 7.350 mensais, com regras claras para calcular quanto pagar.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros, principalmente trabalhadores da base salarial e pensionistas do INSS. Isso gera alívio no bolso e simplifica a vida de quem antes precisava fazer conta para não cair na malha fina.
Essas faixas valem inclusive para aposentados e para cálculo do 13º salário.
Organizar os papéis facilita muito na hora de preencher a declaração. Veja os principais:
Quanto mais cedo reunir esses dados, menos chance de erro ou esquecimento. Adicionar os comprovantes de pagamento do INSS e recibos de autônomos também faz diferença na declaração final.
O programa é liberado alguns dias antes do início do prazo. Por isso, fique ligado no site da Receita Federal ou em portais parceiros.
Antes de preencher, confira cada item para não deixar informação de fora ou errar valores.
Siga as orientações do próprio programa, escolha entre declaração completa ou simplificada, e revise antes de enviar.
Após o envio, salve o recibo de entrega para casos de consulta e possíveis revisões.
É importante ressaltar: quem tem outras fontes de renda, mesmo que menores individualmente, precisa considerar o valor total para saber se está isento.
Quem ignora a obrigação pode receber multa mínima de R$ 165,74, além de percentual extra sobre o imposto devido.
Deixar de declarar também bloqueia o CPF, impedindo financiamentos e até concursos. Por isso, mesmo quem acredita estar isento, vale conferir se não se enquadra em alguma das regras.
As deduções ajudam a reduzir o imposto e continuam praticamente as mesmas:
Quem teve renda anual superior a R$ 600 mil em 2025 estará sujeito ao novo Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). As alíquotas chegam a 10% para rendas a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, entrando em vigor a partir da declaração de 2027.
Antes da abertura do prazo, organize informes, comprovantes e dados bancários. Isso evita pressa e reduz a chance de erro. Para informações atualizadas, sempre consulte canais oficiais como a Receita Federal.
Saiba mais sobre o assunto! Confira a faixa de isenção do IR 2026 no vídeo abaixo:
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