Descontos inesperados em aposentadorias e pensões, operações de busca em várias partes do país e um bloqueio de R$ 400 milhões em bens. O que está por trás desses acontecimentos que mexeram com o cotidiano de diversos beneficiários?
A nova fase da Operação Sem Desconto busca desvendar detalhes de um esquema que, até pouco tempo, parecia invisível aos olhos do público.
Descubra agora como a Polícia Federal está atuando nesse cenário e quais mudanças podem impactar beneficiários em todo o Brasil.
Na última quinta-feira (9), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova etapa da Operação Sem Desconto, buscando aprofundar investigações sobre um esquema de descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. A iniciativa contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e abrange 66 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro André Mendonça.
Além das buscas, houve o bloqueio de cerca de R$ 400 milhões em bens de investigados, com diligências em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.
Segundo comunicado da PF, os principais focos são crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. As medidas buscam interromper supostas fraudes sistêmicas em benefícios previdenciários de diversos brasileiros.
Um dos focos da operação foi o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi). Embora o vice-presidente do sindicato, Frei Chico, irmão do presidente Lula, não seja investigado, a casa do presidente do sindicato e de outros diretores foram alvos de buscas. O presidente Milton Baptista de Souza Filho prestou depoimento na CPMI sobre fraudes no INSS, na última quarta-feira.
Em nota, o Sindnapi expressou surpresa com a operação e afirmou que irá comprovar a legalidade de suas ações.
O esquema investigado envolvia o desconto de mensalidades associativas sem autorização dos beneficiários do INSS, principalmente em aposentadorias e pensões. Informações indicam que cerca de R$ 6,3 bilhões teriam sido descontados indevidamente entre 2019 e 2024. A investigação resultou, inclusive, no afastamento de servidores suspeitos de participação.
Os descontos irregulares atingiram diretamente o orçamento de pessoas que dependem totalmente dos benefícios para sobreviver. Ao perceber valores diferentes nas contas, muitos beneficiários procuraram esclarecimentos, mas nem sempre receberam respostas rápidas.
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Se você sofreu descontos indevidos no seu benefício, assista a este vídeo e veja como contestar: