Vagas que pedem habilidades em inteligência artificial cresceram 65% no Brasil em relação a 2024, segundo levantamento do Infojobs. São mais de 2 mil posições abertas com essa exigência — e o número não para de subir.
O recado do mercado de trabalho em 2026 é direto: quem não souber lidar com a IA corre o risco de ficar para trás, independentemente da área de atuação.
O cenário mudou rápido. Até pouco tempo, saber usar ferramentas de inteligência artificial era um diferencial no currículo. Agora, empresas de diferentes setores tratam essa competência como requisito básico para a contratação. A pergunta que fica é: como se preparar para essa realidade que já bate à porta?
Os números mostram a velocidade da mudança. Dados da PwC revelam que o total de vagas exigindo experiência com a IA no país saltou de 19 mil para 73 mil em apenas três anos.
Não se trata mais de posições restritas ao setor de tecnologia — áreas como finanças, saúde, marketing e recursos humanos também passaram a incluir essa exigência em seus processos seletivos.
A recompensa financeira acompanha a demanda. De acordo com dados da Lightcast publicados pela Fast Company, profissionais com ao menos uma habilidade em IA recebem, em média, 28% a mais do que os demais. Quando o candidato reúne duas ou mais competências na área, o salário pode ser até 43% superior.
O Guia Salarial 2026 da Robert Half reforça esse cenário: engenheiros de IA já contam com remunerações iniciais que chegam a R$ 27.100, enquanto o cargo de Chief AI Officer (CAIO) desponta como uma das posições executivas mais cobiçadas do mercado.
A exigência de experiência com IA não se limita a cargos novos ou ligados à tecnologia. Profissões que existem há décadas passaram a cobrar familiaridade com ferramentas de inteligência artificial. Contadores, advogados, profissionais de RH e designers gráficos estão entre os que precisam se atualizar.
Profissionais de social media, copywriters e designers já utilizam IA para personalizar campanhas, gerar conteúdo e automatizar processos.
Segundo relatórios do setor, empresas que adotam IA em suas operações de marketing registram crescimento de receita até três vezes maior do que aquelas que ainda não incorporaram a tecnologia.
Rotinas que antes eram feitas de forma manual começam a ser automatizadas. Análise de contratos, triagem de currículos e cruzamento de dados contábeis são tarefas que agentes de IA realizam em minutos. O papel do profissional, nesses casos, se desloca para a análise estratégica e a tomada de decisão.
Um estudo da Adapta, ecossistema de IA generativa, . Os destaques são:
Outro dado relevante: 53,8% dos profissionais preferem treinamentos práticos, aplicados diretamente à rotina de trabalho. O interesse por capacitações teóricas caiu — o mercado quer resultados concretos.
O Guia Salarial 2026 da Robert Half indica que 44% das empresas brasileiras planejam ampliar suas equipes de tecnologia neste ano. Além disso, 48% dos gestores estão dispostos a pagar mais por candidatos com certificações em IA e machine learning.
O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, projeta que a IA deve criar 170 milhões de novos postos de trabalho até 2030, ao mesmo tempo que elimina 92 milhões. O saldo é positivo, mas favorece quem estiver preparado.
A boa notícia é que não é preciso ser programador para desenvolver habilidades em IA. Existem caminhos acessíveis para diferentes perfis profissionais:
O mercado de 2026 procura o que especialistas chamam de “polímata digital”: alguém que combine competência técnica em IA com habilidades humanas como liderança, empatia e visão de negócio.
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