Direitos do Trabalhador

Entenda por que a cepa indiana pode mudar futuro do Auxílio Emergencial

O Governo do Estado do Maranhão confirmou nesta quinta-feira (20) a primeira infecção pela cepa indiana do coronavírus no Brasil. A notícia pegou muita gente de surpresa e preocupa os especialistas por uma série de razões. O país está em alerta.

Mas o que isso tem a ver com o Auxílio Emergencial? Acontece que a chegada de uma nova cepa está deixando a classe política muito apreensiva com o futuro dos trabalhadores no Brasil. É que a nova variante faz aumentar as chances de uma terceira onda de contaminação no país.

E uma terceira onda significa justamente mais fechamentos de atividades. Assim, vários trabalhadores informais seguiriam sem poder trabalhar em vários estados ao redor do país. Em resumo, seria mais um motivo para apostar na demora do retorno para a normalidade.

Se o país demorar a voltar para esse nível de normalidade, o Governo Federal não terá outra saída a não ser prorrogar o Auxílio Emergencial. Pelas regras atuais, o programa deverá fazer pagamentos até o próximo mês de julho. Isso porque são quatro ciclos de repasses.

No Congresso, uma ala dos políticos está pressionando o Governo do Presidente Jair Bolsonaro para aprovar o quanto antes uma prorrogação do benefício. De acordo com esses parlamentares, o ideal seria prorrogar esse programa até, pelo menos, o próximo mês de novembro.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, vem dizendo em entrevistas que é possível prorrogar o programa. Principalmente porque aparentemente vai sobrar dinheiro dos pagamentos deste ano. No entanto, ele não confirma oficialmente se vai prorrogar ou não.

Cepa x Auxílio

No final do ano passado, o Ministro Paulo Guedes garantiu que as coisas estariam melhores no início deste ano. Aliás, foi justamente isso que fez com que o Governo decidisse não fazer mais os pagamentos do Auxílio Emergencial neste ano de 2021.

E foi justamente isso o que aconteceu. Entre os meses de janeiro e março, o Governo interrompeu os pagamentos do programa. Neste meio tempo, o Presidente Jair Bolsonaro e o próprio Guedes davam inúmeras entrevistas afirmando que o Governo não retomaria os pagamentos de jeito nenhum.

A grande questão é que eles não contavam com o poder destrutivo da variante do coronavírus do Amazonas. Especialistas afirmam que ela foi a responsável pela segunda onda de contaminação. E aí o Governo teve que retomar os pagamentos do programa agora neste último mês de abril.

Pandemia

Pode ser portanto que esse cenário se repita agora com o aparecimento da cepa da Índia. De acordo com especialistas na área da saúde, cerca de 44 países estão registrando casos desta nova variante do vírus em questão. E ela tem um poder grande.

Esses mesmos especialistas afirmam que essa cepa tem mais força de transmissão. Além disso, ela costuma ser mais resistente do que as outras variantes. Analistas afirmam que o melhor a se fazer é mesmo seguir tomando todos os cuidados como usar máscara e álcool em gel sempre que precisar sair de casa.

De acordo com informações de secretarias de saúde, o Brasil acabou de ultrapassar a marca de 440 mil mortos por causa da Covid-19.