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Alunos de universidades federais dão aulas voluntárias para o ENEM

Atualmente o programa possui uma adesão de 150 estudantes e quem tiver interesse pode enviar mensagem no Instagram

Quem está se preparando para o próximo ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – pode ter uma ajudinha a mais nos estudos. Um grupo de estudantes voluntários está oferecendo aulas gratuitas para interessados em estudar para a prova, que ocorre entre janeiro e fevereiro de 2021.

O projeto ganhou o nome de “Aulas Enem Voluntárias” reúne mais de 10 universitários das seguintes instituições: Universidade Federal do Piauí (Ufpi), Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e Instituto Federal do Piauí (Ifpi).

Atualmente o programa possui uma adesão de 150 estudantes e quem quiser começar a estudar pode entrar em contato por meio do ‘direct’ (chat) do Instagram.

O objetivo principal dos universitários, todos de instituições piauenses, é dar uma ‘mãozinha’ para os alunos da rede pública de ensino que estão fora das escolas e dos cursinhos por conta da pandemia de Covid-19.

Para não haver qualquer aglomeração, as aulas são ministradas a partir de plataformas gratuitas como o Zoom e o Google Meet.

Como começou o projeto

A professora Allana Vasconcelos iniciou o projeto de aulas voluntárias há dois meses com um vídeo para tirar dúvidas sobre linguagens, que é a sua área. Ela motivou colegas a se unirem na causa e também passarem o conhecimento para quem precisa.

Allana conta que com o grupo cresceu e consegue atender os estudantes em três turnos.

“Hoje a gente tem todas as disciplinas do Enem. A gente conta com a equipe de 17 professores, que são discentes de curso das Uespi, Ufpi e Ifpi. Alguns já são formados e outros estão quase concluindo. Fico com a parte de organizar horários dos professores, conteúdo, disciplinas, organizar essa parte mais burocrática. [Os professores são] super responsáveis, pontuais e atenciosos com os estudantes. Estamos sempre inovando, mandado material para eles. A gente consegue ministrar aulas durante manhã, tarde e noite”, explica ela.

Conteúdos chegam a alunos de várias formas

Além das aulas conferidas por meio de apps de reuniões online como o Google Meet e o Zoom, os voluntários encontram outros meios de enviar os conteúdos para os alunos.

“Para quem não consegue acompanhar as aulas online, nós disponibilizamos os conteúdos pelo Instagram, Whatsapp e no Drive. Assim quem não tem uma conexão de internet pra acompanhar as aulas online pode acompanhar através dos conteúdos digitais“, justifica a professora Lígia Macêdo, outra voluntária do projeto.

Fora do ambiente digital, começa também uma corrente de solidariedade para arrecadar apostilas e demais materiais didáticos. O intuito é ajudar aqueles que não possuem nenhum acesso à internet ou então a um computador ou até mesmo aplicativos por smartphones. Afinal, essa é a situação de muitos estudantes do Brasil.

“A gente convida as pessoas que tiverem livros em bom estado, material escolar, apostila, que doem. A gente escolheu juntar esses kits e inicialmente mandar para pessoas de Teresina e Urucuí, que é onde os professores residem. No grupo de alunos temos pessoas de todos os lugares do Brasil, do Ceará, Brasília, Maranhão, povoados…”, pede a professora Allana.

As doações podem ser feitas por qualquer pessoa, lembrando que o projeto é sediado no estado do Piauí.

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