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Empregados públicos poderão ter aposentadoria compulsória aos 75 anos após aprovação na Câmara

Entenda quem é afetado, os direitos garantidos e o que muda

Publicado por
Lorena Santos

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que prevê aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), impactando milhares de trabalhadores em empresas estatais e sociedades de economia mista no país.

Para entender melhor este projeto e como ele impactará a aposentadoria de milhares de cidadãos, continue a leitura.

Como funciona a aposentadoria compulsória para empregados públicos celetistas

Pela proposta, empregados públicos de empresas, sociedades de economia mista e subsidiárias ligadas à administração pública federal, estadual e municipal, passarão a ser desligados obrigatoriamente ao completarem 75 anos, desde que tenham preenchido os requisitos mínimos de contribuição e carência exigidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Caso não haja cumprimento dessas exigências, o empregado será desligado aos 75 anos, mas precisará buscar junto ao órgão previdenciário a adequação da situação.

Direitos garantidos após o desligamento compulsório

Mesmo após o desligamento por idade, os direitos trabalhistas adquiridos permanecem protegidos. O texto do projeto garante o pagamento proporcional de férias vencidas, saldo de salário, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-família e demais benefícios previstos em convenção ou acordo coletivo, conforme determina a legislação trabalhista.

Esses valores devem ser assegurados conforme as normas da própria CLT e a Constituição Federal, especialmente quanto à proteção do empregado celetista na administração pública.

Exceções para projetos científicos e inovação

A aprovação não impede a recontratação direta de aposentados compulsoriamente, desde que exista comprovada notória especialização para atuar em projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico ou inovação. Essa exceção atende principalmente setores que exigem conhecimento técnico acumulado, como Embrapa, Petrobras e Serpro.

Essas áreas poderão manter determinados especialistas em atividade, desde que justificada a necessidade e observadas as legislações específicas de cada órgão ou entidade pública.

Documentos necessários para o processo de aposentadoria compulsória

A documentação padrão envolve:

  • Documento de identidade (RG) e CPF;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Certidão de casamento, união estável ou averbação de divórcio, conforme o caso;
  • Diploma ou certificado do grau de escolaridade usado para a progressão na carreira;
  • Declaração negativa de processo administrativo, obtida no sistema SIGRH, quando aplicável.

O processo geralmente é iniciado pela área de Gestão de Pessoas do órgão, que comunica e orienta o servidor sobre as etapas a cumprir no sistema eletrônico interno.

Impactos para o planejamento de carreira e finanças do empregado público

A aposentadoria compulsória foi aprovada por meio de um novo projeto. Veja quem será impactado. Imagem: Site oficial da Câmara dos Deputados.

A definição de um limite etário para o serviço público exige que empregados celetistas revisem seus planos de aposentadoria e de reservas financeiras, já que o desligamento se torna obrigatório a partir dos 75 anos. Os trabalhadores próximos dessa idade devem avaliar junto ao INSS a regularidade das contribuições e certificar-se do cumprimento dos requisitos necessários para garantir todos os direitos previdenciários.

O acesso facilitado à aposentadoria não elimina a necessidade de planejamento individual, principalmente em setores que dependem de continuidade técnica ou científica e que podem requerer exceções à regra via legislação específica.

Reação de parlamentares e próximos passos

O deputado Luiz Carlos Hauly, autor da proposta, argumentou que a medida atende demandas antigas de profissionais de pesquisa e inovação, essencial para áreas tecnológicas nacionais. A relatora, deputada Bia Kicis, enfatizou que a possibilidade de permanência para projetos excepcionais preserva o conhecimento técnico do Estado. Erika Kokay destacou o avanço para valorizar a trajetória de trabalhadores experientes.

O texto aprovado segue para o Senado Federal, onde pode sofrer novos ajustes antes da sanção presidencial. Após a sanção e publicação no Diário Oficial da União, as novas regras passam a vigorar em todo o Brasil.

Questões como impacto nos planos de previdência complementar e procedimentos para recontratação de especialistas ainda dependem de regulamentação posterior pelo Executivo.

Resumo da tramitação e efeitos práticos

A equiparação das regras de aposentadoria compulsória confere mais clareza e previsibilidade para trabalhadores celetistas em empresas públicas e sociedades de economia mista. A obrigatoriedade do desligamento aos 75 anos fortalece a padronização dos processos na administração pública, facilitando o planejamento de equipes e profissionais.

Trabalhadores que se enquadram neste perfil devem acompanhar a tramitação do projeto no Senado e buscar informações junto aos órgãos competentes para garantir a plena adequação às novas normas.

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