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Economia do Brasil cresceu 1,36% no terceiro trimestre, aponta Banco Central

De acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central (BC), apresentado nesta segunda-feira (14/11), o país obteve um crescimento de 1,36% no terceiro trimestre de 2022. É a maior alta da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional desde o ano de 2020. Ademais, o índice no período de janeiro a setembro está em 2,93%.

No acumulado de 12 meses, o país obteve um crescimento de 2,34%. O PIB é o total de todos os bens e serviços produzidos no Brasil e é normalmente utilizado para medir a atividade econômica do país. O Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deverá divulgar os resultados oficiais em dezembro deste ano.

Segundo o resultado do PIB é possível observar o desenvolvimento econômico, visto que se há uma alta, quer dizer que o país está produzindo mais e que a economia tem tido resultados satisfatórios. A princípio, em caso de um índice negativo, significa que o consumo e o investimento nacional estão diminuindo.

O mercado financeiro nacional espera que em 2022 o PIB tenha um crescimento de cerca de 2,77%. Para 2023 a expectativa econômica é menor, com um índice na casa dos 0,70%. Analogamente, o Ministério da Economia tem uma projeção sobre a economia brasileira favorável, com um PIB de 2,7% em 2022 e de 2,5% para o ano que vem.

Economia brasileira

O Banco Central estima para 2022 um crescimento do PIB também de 2,1%, porém, para 2023, ele espera uma alta de 1%. Na comparação do IBC-Br com o terceiro trimestre de 2021, o crescimento econômico nacional foi de 4,32%. Aliás, os números apresentados não incluem o ajuste sazonal.

As informações apresentadas indicam uma aceleração econômica importante no período. Em setembro deste ano houve uma alta de 0,5% na comparação com o mês anterior. Em síntese, os números apontam que houve uma retomada econômica, visto que em agosto houve uma retração de 1,13% da atividade em todo o território nacional.

PIB e IBC-Br

É o IBGE quem faz o cálculo do PIB para o ano. O índice do IBC-Br se diferencia um pouco visto que leva em consideração as estimativas para a agropecuária, indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Ele não considera a demanda nacional, diferentemente do PIB.

O Banco Central utiliza os dados do IBC-Br para compor a taxa básica dos juros (Selic) do país. Ele atua de forma a aumentar o seu valor fazendo com que a economia cresça menos, para que assim, haja uma menor pressão inflacionária. Isso se deve ao fato de que neste cenário, há um menor investimento nacional.

O Banco Central manteve a taxa Selic em outubro em 13,75% ao ano. O índice é considerado o maior desde 2016. Espera-se que dessa maneira, o índice de preços da economia brasileira fique menor. Estima-se que essa taxa se mantenha até o meio do ano que vem, quando deverá haver um espaço para a redução dos juros.

Os dados coletados do IBC-Br possuem uma base parecida com a pesquisa do IBGE, que é o responsável por colher as informações e divulgar o resultado da atividade econômica no período estipulado. No entanto, os números se diferenciam, a alta do IBC-Br para o segundo trimestre de 2022 foi de 0,57%, enquanto que o PIB ficou em 1,2%.

Inflação

O Banco Central também divulgou as informações de seu Relatório Focus, publicação online que apresenta as expectativas do mercado a respeito de indicadores da economia brasileira. De acordo com a pesquisa, o mercado espera uma inflação de 5,82% para o ano de 2022.

O relatório aponta para 2023 e 2024 uma projeção inflacionária de 4,94% e 3,5% respectivamente. Sobre o PIB, o mercado espera que haja um crescimento de 2,77% este ano e de 0,7% em 2023. A taxa Selic deve ficar em 13,75% este ano e o dólar, segundo a pesquisa, em R$5,20.

O mercado financeiro vem projetando o valor da moeda norte-americana com o mesmo preço há 16 semanas, indicando uma certa estabilidade. Os números são os mesmos tanto para 2022, quanto para 2023. Para o ano de 2024, espera-se que o dólar fique na casa dos R$5,15.