Profissões

Dia das Mulheres: veja quais são as profissões preferidas por elas

Salário médio nas áreas preferidas varia de R$ 2.700 a R$ 8.100; as mulheres já são maioria em 7 das 12 principais profissões

Publicado por
Fátima Azevedo

Encontrar o seu espaço no mercado de trabalho exige autoconhecimento, dados atualizados e clareza de propósito. As mulheres seguem lutando por condições dignas, salários justos e espaços de decisão em todos os setores, superando barreiras históricas.

No Dia Internacional da Mulher, mais que celebrar conquistas, é a hora de colocar os projetos de carreira de pé — com base em números, tendências, exemplos e caminhos possíveis.

Dados do Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam as áreas e remunerações que vêm se destacando entre as profissionais brasileiras. Quer conferir quais são? Leia mais a seguir!

Mercado de trabalho: desafios e oportunidades para mulheres

Você está buscando crescimento, estabilidade ou liderar novos caminhos? Cada vez mais mulheres chegam ao ensino superior, enfrentam ambientes concorridos e mostram que representatividade importa.

Nos cargos de liderança, a presença feminina ainda é minoria — apenas 5% das presidências das 500 maiores empresas mundiais pertencem a mulheres. Além disso, o salário médio das mulheres permanece 22% menor do que o dos homens no Brasil (IBGE, 2023).

Mesmo diante dessa desigualdade, a ocupação feminina cresce e novas áreas passam a compor o radar das escolhas profissionais. Hoje, 52% da força de trabalho mundial já é feminina, e cerca de 38% dos lares brasileiros contam com mulheres como principais provedoras.

12 profissões preferidas pelas mulheres: dados de matrícula e salário

Listamos as 12 carreiras com maior número de matrículas femininas no ensino superior brasileiro segundo o MEC, junto da faixa salarial média registrada para cada profissão, conforme o Caged em 2023.

1. Pedagogia

  • Formação: Licenciatura em Pedagogia
  • Participação feminina: 81% dos docentes em escolas regulares, 96% na educação infantil
  • Salário médio: R$ 2.719,38
  • Áreas de atuação: Educação infantil, anos iniciais, orientação, supervisão e gestão escolar

2. Direito

  • Formação: Bacharelado em Direito (mínimo 5 anos) + aprovação OAB
  • Salário médio: R$ 4.688,27
  • Atuações: Advocacia, consultoria jurídica, setores público e privado

3. Administração

  • Formação: Bacharelado em Administração
  • Salário médio: R$ 4.472,41
  • Onde atuar: RH, finanças, marketing, logística, gestão de empresas

4. Enfermagem

  • Formação: Graduação em Enfermagem
  • Presença feminina: 85% dos profissionais são mulheres
  • Salário médio: R$ 3.737,65
  • Caminhos: hospitais, clínicas, saúde pública, assistência domiciliar

5. Ciências Contábeis

  • Formação: Bacharelado em Ciências Contábeis
  • Salário médio: R$ 4.676,89
  • Participação feminina: 42,8% (CFC, 2019) e crescendo

6. Psicologia

  • Formação: Graduação presencial em Psicologia (5 anos)
  • Salário médio: R$ 3.132,90 (clínica)
  • Mulheres: 89% das psicólogas no Brasil

7. Serviço Social

  • Formação: Bacharelado em Serviço Social
  • Salário médio: R$ 3.020,58
  • Presença feminina: 97%

8. Fisioterapia

  • Formação: Bacharelado em Fisioterapia (média de 5 anos)
  • Salário médio: R$ 2.868,25
  • Mulheres: 80% dos profissionais

9. Gestão de Recursos Humanos

  • Formação: Tecnólogo ou bacharelado em Gestão de RH
  • Salário médio: R$ 8.139,81
  • Principais funções: DP, treinamento, recrutamento, avaliação de desempenho

10. Arquitetura e Urbanismo

  • Formação: Graduação em Arquitetura e Urbanismo
  • Salário médio: R$ 5.816,56
  • Participação feminina: Mais de 60%

11. Nutrição

  • Formação: Bacharelado em Nutrição
  • Salário médio: R$ 3.146,28
  • Mulheres: 94,1% dos profissionais

12. Engenharia Civil

  • Formação: Bacharelado em Engenharia Civil
  • Salário médio: R$ 7.768,75
  • Participação feminina: 19,5% em construção civil
Áreas como engenharia, antes predominantemente masculinas, figuram entre as profissões com maior crescimento de matrículas femininas nos últimos anos. Imagem: Freepik

Adaptação, liderança e novos espaços

Você pode começar em qualquer área desta lista, da educação às exatas, mas conquistar espaço requer atualização constante e domínio de competências comportamentais. Em áreas como tecnologia e engenharia, o cenário ainda pede soluções para ampliar o acesso e a inclusão de mulheres.

Além das profissões tradicionais, cresce a procura por tecnologia, saúde e áreas que valorizam o trabalho híbrido ou home office. Redes de apoio, mentorias femininas e políticas de inclusão aceleram o acesso a novas oportunidades e carreiras de destaque.

O caminho até a equidade: reconheça avanços, busque informação e rede de apoio

Sua realidade muda quando você tem dados, apoio e se mantém em movimento. Aprender sobre direitos, negociar salário, buscar especialização e agir em rede são estratégias essenciais para superar a disparidade e assumir protagonismo.

Mesmo em setores onde o domínio masculino permanece, exemplos de sucesso mostram que é possível conquistar cargos estratégicos sem perder autenticidade.

Na comemoração deste dia, faça valer seus planos e busque visibilidade para suas competências. O maior reconhecimento ainda está por vir — e ele depende de informação, decisão e ação contínua. Você pode liderar mudanças, inovar e ser referência em qualquer carreira escolhida.

A seguir, confira no vídeo mais dicas profissionais:

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