Imposto de Renda

Declare o Imposto de Renda até 29 de maio e evite essas consequências

Descubra como prevenir irregularidades junto à Receita Federal

Publicado por
Lorena Santos

Você sabia que não enviar a declaração do Imposto de Renda (IR) até o dia 29 pode gerar diversas consequências? Confira como manter sua situação regularizada perante a Receita Federal e entenda, de forma detalhada, quais são as penalidades aplicáveis e como evitá-las.

O que é o IR?

O IR é um tributo federal anual que incide sobre a renda e os lucros de pessoas físicas e jurídicas. A declaração permite ao governo acompanhar o que cada contribuinte recebeu, possibilitando o cálculo correto do imposto devido. O ajuste permiti identificar tanto débitos quanto créditos, evitando multas por falta de informações ou atraso na entrega.

Quem é obrigado a declarar o IR em 2026?

A obrigatoriedade, determinada pela Receita Federal, abrange pessoas físicas que, em 2025:

  • Receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00;
  • Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000,00;
  • Realizaram operações em bolsa de valores, mercadorias ou futuros;
  • Possuíam patrimônio superior a R$ 800.000,00 em 31 de dezembro;
  • Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Tiveram rendimentos no exterior ou aplicações financeiras fora do país.

Atenção: o prazo para enviar a declaração em 2026 é até o dia 29 de maio.

Multa e juros por atraso

A multa por atraso na entrega da declaração do IR é de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, limitada a 20% desse valor.

O valor mínimo é de R$ 165,74, mesmo para quem não tem imposto a pagar ou caso o imposto devido seja inferior a esse valor. O cálculo é realizado automaticamente no sistema ao enviar uma declaração fora do prazo.

Além da multa, são aplicados juros baseados na taxa Selic acumulada entre o vencimento e o pagamento do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) referente à multa.

Exemplo prático: cálculo da multa e consequências diretas

Considerando um contribuinte com imposto devido de R$ 500,00 e atraso de três meses:

  • Multa: 1% ao mês sobre o imposto devido ? 3% x R$ 500,00 = R$ 15,00;
  • Como a multa mínima é de R$ 165,74, esse será o valor cobrado nesta situação;
  • Juros de mora: aplicam-se conforme a variação da Selic no período;
  • O CPF será regularizado somente após envio e pagamento do DARF gerado.

Mesmo sem imposto devido, o valor mínimo é cobrado.

Consequências financeiras e cadastrais

Contribuintes que não regularizarem a situação terão o CPF com status de “pendente de regularização” no sistema da Receita Federal. Isso impede ou dificulta:

  • Emissão de passaporte;
  • Abertura de conta bancária e movimentação financeira;
  • Obtenção de empréstimos e financiamentos em instituições financeiras;
  • Participação em concursos públicos federais e estaduais;
  • Recebimento de restituição futura ou compensação tributária.

Empresas de crédito, bancos e órgãos públicos consultam essa informação no banco de dados federal antes de liberar qualquer operação.

Como enviar a declaração dentro do prazo

Aprenda a enviar a declaração do IR no prazo correto! Imagem: Notícias Concursos.

Para enviar a declaração do IR, siga os passos abaixo:

  1. Reúna os documentos: informe de rendimentos, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de bens e direitos;
  2. Acesse a plataforma: site oficial da Receita Federal;
  3. Preencha a declaração: insira seus dados pessoais, rendimentos, despesas, bens e direitos no programa;
  4. Revise as informações: verifique todos os dados para evitar erros;
  5. Envie a declaração: transmita o arquivo pelo programa via internet;
  6. Acompanhe o processamento: confira no site da Receita se a declaração foi recebida e processada;
  7. Regularize pendências: caso haja inconsistências, corrija-as conforme orientações da Receita.

O que fazer após o prazo final

Quem perder o prazo deve enviar a declaração imediatamente, aceitar o boleto da multa mínima acrescida de juros e regularizar a situação junto à Receita Federal para liberar restrições no CPF. A obrigação de declarar permanece nos próximos anos caso o contribuinte esteja dentro dos critérios.

Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e saiba mais:

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