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Crise no Paraguai leva população às ruas

A crise no Paraguai ganhou um novo capítulo nesta semana. Após terem sido abandonados pelo governo durante a pandemia de Covid-19, os paraguaios se indignaram e foram às ruas neste fim de semana exigir a renúncia de seu presidente, o ex-paraquedista do Exército Mario Abdo Benítez.

O país vizinho vive o período mais grave desde a chegada do coronavírus, registrando número recorde de mortes e sofrendo com a falta de leitos em hospitais e atraso na chegada de vacinas.

Iniciados na sexta-feira (5) à noite, os protestos prosseguiram no sábado (6), com milhares de pessoas se reunindo a partir das 18h em frente ao Congresso do país, na capital Assunção. Quando a manifestação terminou, por volta das 22h, um grupo considerável de pessoas seguiu a pé para a residência oficial da Presidência, a Mburuvicha Róga.

A polícia reprimiu com violência os manifestantes que chegaram à casa do presidente, usando gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d’água. O participantes reagiram e o confronto ainda ocorria nas primeiras horas deste domingo (7). A imprensa local relatou ao menos oito prisões.

Na sexta-feira, os atos ocorreram tanto em Assunção quanto em Ciudad del Este. Na capital também houve violência policial, com um saldo de pelos menos 20 feridos, ampliando a crise no Paraguai.

A primeira reação de Benítez, cuja família participou ativamente da ditadura de Alfredo Stroessner, foi demitir o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni. Depois, no sábado à tarde, demitiu outros três ministros: Eduardo Petta (Educação), Nilda Romeno (Mulheres) e Juan Ernesto Villamayor (Gabinete Civil).

Por volta das 20h de sábado, o presidente anunciou a reforma ministerial em pronunciamento em rede de rádio e televisão, mas a medida não foi suficiente para acalmar a população, que continuou a exigir sua renúncia.

Com 7 milhões de habitantes, aproximadamente, o Paraguai confirmou até agora 165 mil casos de Covid-19 e soma 3.278 mortes em decorrência da doença.

Dias antes das manifestações de sexta-feira, o sindicado de enfermeiros, ao lado de familiares de pacientes, denunciaram a falta de remédios e insumos para atender os doentes em hospitais públicos.

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