Enquanto 81% das empresas brasileiras relatam dificuldade para preencher vagas, milhares de cargos que exigem apenas o ensino médio seguem abertos. O dado vem da Pesquisa de Escassez de Talentos 2025 do ManpowerGroup, realizada com mais de 40 mil empregadores em 42 países.
No Brasil, setores como saúde, indústria, aviação e agricultura digital procuram profissionais e não encontram. Para quem quer ingressar rápido no mercado de trabalho sem diploma universitário, o cenário atual oferece uma janela de oportunidade concreta. Confira a seguir quais são essas profissões de nível médio e como se preparar para ocupar essas vagas.
O país vive um paradoxo: registra um dos menores índices de desemprego da história recente e, ao mesmo tempo, enfrenta escassez de mão de obra qualificada em praticamente todos os setores.
A automação e as novas tecnologias pedem competências técnicas que o sistema educacional nem sempre acompanha. Além disso, o interesse em trabalho remoto e formatos flexíveis afasta muitos jovens das vagas formais.
Somado a isso, boa parte da população desconhece carreiras técnicas que oferecem salários acima da média e estabilidade. O resultado é um cenário onde sobram empregos bem remunerados e faltam candidatos preparados.
Profissões de nível médio em setores como indústria, saúde, varejo, agricultura e aviação se destacam pela alta remuneração e baixa disputa por vagas. Veja a lista completa.
Esse profissional vai muito além de agendar reuniões. Atua como elo entre lideranças, equipes e clientes, organizando rotinas, redigindo documentos e otimizando agendas. Com a digitalização dos processos internos e a popularização de softwares de gestão (como ERPs e CRMs), quem domina ferramentas digitais ganha destaque no mercado.
Um dos profissionais mais procurados atualmente, tanto na construção civil quanto na manutenção predial e industrial. O crescimento dos sistemas de energia renovável (solar e eólica) impulsiona ainda mais a demanda. A profissão exige certificações e conhecimento atualizado sobre normas de segurança, o que dificulta o preenchimento das vagas.
Com o avanço da automação, operar máquinas industriais ou agrícolas exige formação técnica, agilidade e atenção. A carência de operadores qualificados é maior em regiões agrícolas, onde a mecanização avança, mas a formação técnica disponível ainda é limitada.
Embora não exija formação técnica formal, o repositor é indispensável no varejo. Sua rotina envolve controle de estoque, organização de prateleiras e verificação de validade dos produtos. A alta rotatividade no setor garante vagas constantes e possibilidade de crescimento interno.
A agricultura 4.0 exige quem saiba operar drones, sensores remotos, GPS e softwares de monitoramento. A profissão combina conhecimentos agronômicos e tecnológicos para melhorar a produtividade nas lavouras. Como ainda é nova no Brasil, há uma lacuna entre a demanda do mercado e a oferta de profissionais.
Profissional da linha de frente em hospitais, clínicas e postos de saúde. É responsável pela administração de medicamentos, curativos, aferição de sinais vitais e suporte à equipe médica. O envelhecimento da população e a expansão do SUS e da rede privada aumentam a demanda de forma constante. O registro no Coren é obrigatório, mas o número de formados não acompanha o ritmo das contratações.
É a profissão de nível médio com maior remuneração da lista. O profissional inspeciona e repara sistemas mecânicos, elétricos e estruturais de aeronaves, garantindo a segurança dos voos. Exige formação específica e certificações da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). A oferta de mão de obra qualificada ainda é muito inferior à necessidade das companhias aéreas.
Quem deseja ingressar nessas carreiras pode seguir alguns passos práticos:
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